terça-feira, 9 de junho de 2009

Lixo mais caro

Dados da Agencia Brasil dão conta que diariamente a população de Curitiba (cerca de 1,8 milhão de habitantes) produz 2,4 mil toneladas de lixo. E para onde vai todo esse lixo. Estima-se que desse total, 1,8 mil toneladas vão para o aterro sanitário da Caximba, na região metropolitana da Capital. O restante é coleta seletiva, lixo reciclável, recolhido pelos caminhões da prefeitura municipal, dentro do programa Lixo que não é Lixo, e pelas cooperativas de reciclagem. Conhecida nacionalmente como a Capital Ecológica, Curitiba desenvolve projetos de sustentabilidade ambiental que s'ao reconhecidos por vários paises do mundo. Entre eles esta o Projeto Eco Cidadão, que acolhe diversas cooperativas devidamente financiadas pela prefeitura. Em cada cooperativa há um coordenador, um agente social e um auxiliar administrativo. A CATAMARE, em execução há seis meses, possui atualmente 46 trabalhadores ativos, entre carrinheiros e separadores, que recebem semanalmente por produção realizada. "O que nós queremos é tirar esses catadores das ruas e das mãos dos depósitos de lixo que exploram o trabalhador e o fazem viver em condições subumanas", afirma Matheus Siqueira, coordenador da cooperativa. A maioria chega à cooperativa por indicação de alguém, o que segundo Matheus é a melhor forma "Por indicação a gente sabe se a pessoa é de bem, gosta de trabalhar, afinal, nas vilas todos se conhecem”, afirma. È o caso de Roseli da Silva, 35 anos, que reconhece a importância do seu trabalho "Cada produto tem um tempo de decomposição, acho que estou colaborando, ajudando a retirar esse lixo que poderia estar poluindo a cidade”. Os trabalhadores da CATAMARE ganham em média R$120 por semana e, somente em março, a cooperativa retirou das ruas 59,5 toneladas de lixo que não é lixo.

Crise financeira reduz lucro de catadores

Após a crise financeira mundial caiu o preço pago pelo metal, pelo papelão, que no passado era vendido por R$ 0,23. Atualmente, os catadores que não estão organizados em associações ou cooperativas chegam a receber apenas R$ 0,1 de atravessadores. A garrafa PET caiu de R$ 0,90 para R$ 0,50. Segundo o coordenador do Departamento de Projetos do Instituto Lixo e Cidadania, Sérgio Roberto Faria, o que pode melhorar a renda desse trabalhador são políticas públicas. Ele citou como exemplo o decreto assinado no início deste ano pelo governador Roberto Requião que destina todo o material reciclável gerado pelos órgãos públicos estaduais, empresas públicas, fundações e etc. às associações e cooperativas de catadores.
O projeto paranaense foi inspirado no do governo federal, coordenado pelo Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome. A população paranaense produz 20 mil toneladas de lixo por dia, sendo que 40% pode ser reciclados.


por mim.

Imunidade salva parlamentares

Dados do Detran do primeiro trimestre de 2009 mostram que parlamentares estão cada vez mais desrespeitando as leis de transito e recebendo multas no Estado do Paraná. Em virtude da imunidade parlamentar que lhes é dada, alguns políticos se sentem impunes às leis do nosso país e seguem cometendo erros, sendo que esta imunidade está estendendo a áreas que não lhe dizem respeito. A imunidade parlamentar é um benefício que dá aos membros de parlamentos grande liberdade, autonomia e independência no exercício de suas funções, protegendo-os contra abusos e violações por parte do poder executivo e do judiciário. Não pode e nem deve ser uma forma dos deputados e senadores se sentirem impunes e cometerem crimes ou infrações. Segundo o Detran PR, das 338 multas emitidas para os deputados entre 2002 e 2009, e as 395,410 multas recebidas no primeiro trimestre de 2009 sobre os motoristas normais, 25,1% das que foram emitidas em virtude de se transitar em velocidade superior à exigida foram dadas a deputados e 21,9% a motoristas comuns. Entre os parlamentares multados (mas sem a suspensão da carteira) 3 são do PMDB, 2 do PSDB, 2 do PT, 1 do PTB, 1 do PMN, 1 do PP, 1 do PV e 1 do PPS. E o PMDB também lidera a lista de deputados sem multa, com 4 parlamentares que estão em dia com as leis. Ainda segundo os dados do Detran, os deputados dirigem mais ao telefone celular e estacionam mais irregularmente que os motoristas em geral, ao passo que estes avançam mais o sinal vermelho que os políticos. Após esses dados você se pergunta: como é possível que haja tanta impunidade na política? Como é possível que haja tanta corrupção em nosso país? O que faz um deputado ter tantas multas e continuar dirigindo normalmente pelas ruas, sendo que um motorista comum não teria tantos privilégios? São perguntas sem respostas e que não irão se calar.


por mim.

Today's Front Pages

Existe um site onde você pode localizar todas e qualquer páginas de jornal do dia, no MUNDO. Nos Estados Unidos, na Europa, na Àfrica, na América do Sul e assim por diante. È curioso você observar, por exemplo, a quantidade de jornais que existem nos Estados Unidos e a quantidade na Àfrica. Vendo isso você vai concordar comigo: é como se os jornais existem na mesma proporção em que as populações vivem. Países desenvovidos, muitos. Países "sobreviventes"... Tomei um dia para comparar. Era para um trabalho de fotografia, e acabou que serviu como reflexão. Dia 02 de junho, o mundo em choque com o acidente do Airbus da Air France que ocorreu no ultimo dia 31. Era o assunto de quase todas as capas de jornais do mundo. Digo "quase" pois nem todas deram tanto destaque para a noticia mais lida no dia 02 de junho de 2009 (dados da Folha Online). Meio que ao mesmo tempo estourou a falência da General Motors e comparando os "mundos" você percebe que na Europa, por exemplo, a notícia de maior destaque e com mais ênfase era a da GM. Alguns jornais, inclusive da França (de onde é a companhia), reservaram uma minúscula fotinho no rodapé direito da capa. Outras, nem isso fizeram. Enquanto aqui no Brasil e em boa parte da Améria do Sul, a noticia do avião que sumiu em alto mar ocupava a página toda dos jornais. Com isso percebemos que os jornais "de fora" focam mais o local, o que aconteceu na sua região dando menos "importância" para fatos de âmbito mundial. Mas por favor, tinha gente do mundo todo naquele voo (voo que agora é sem acento...rs). No Brasil, a noticia da falência da General Motors não tem muita importância, quero dizer, não interfere muito na realidade da economia ou da população brasileira. Além do mais a gente sabe que o povo brasileiro adooooora uma tragédia. Basta lembrar do Caso da Isabella Nardoni, do menino João Hélio, da menina Eloah e o namorado dela que não me lembro o nome... Uma coisa que meu professor disse e eu concordo: os Europeus, Norte-Americanos, enfim, essa gente de país desenvolvido não quer saber o que acontece com o vizinho do lado, ou da frente. Se as pessoas morreram eles acham que não devem chorar por eles, quem deve chorar é a família dos que se foram, os amigos e tal. O que não deixa de ser um pouco real. Triste, mas eral.

quarta-feira, 27 de maio de 2009

Frustrações

Sempre que tem um trabalho novo pra fazer eu começo a pensar nos detalhes, no que posso fazer, na apresentação e em como todos vão gostar. Mas quase sempre nunca dá tudo certo. Ou então é um evento planejado (como meu aniversário do ano passado), algo que eu espero muito e tento fazer com que tudo dê certo; e dá tudo errado. Existem tantas frustrações por que já passei. Bem que gostaria de esquecê-las e partir pra frente, mas elas ficam, marcadas como péssimas lembranças. È angustiante você ver algo pelo qual você esperou muito ir embora feito água num ralo de pia, sem volta, sem segunda chance, sem bis. Tentando mudar um pouco o foco do assunto, gostaria que soubesse que todos os dias, nem que seja por alguns segundos somente, eu penso no meu avô que se foi. Penso no quanto eu odeio ir ao hospital e ver gente doente; no quanto eu não quis vê-lo e ao mesmo tempo pensei que deveria vê-lo. E como foi "bom" ter entrado naquele quarto. Se eu não tivesse entrado e visto como ele realmente estava, certamente eu teria esperanças de que ele voltasse e desejasse tanto isso que até poderia acontecer realmente, sei lá. Mas a verdade é que não gostaria mesmo que ele voltasse, não depois de ver como ele estava. Minha vó sofreria dia após dia; cada um de nós sofreria dia após dia e ele sofreria vendo tudo. E sofreria muito. Se eu não o tivesse visto eu ficaria frustrada. Mas dessa frustração eu não sofro. Tem coisas que andam entaladas na minha garganta e que eu até possa desentalar algum dia, outras não.

terça-feira, 28 de abril de 2009

A violência combatida com educação

Atualmente, a violência brasileira mata mais pessoas do que as guerras do Irã e do Iraque. São números comprovados, e não meras suposições. Àlias, que bom seria se fossem suposições, mas infelizmente essa é a nossa realidade cotidiana. Uma pesquisa realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na década de 90 revelou que entre 1992 e 1998 a proporção de mortes no Brasil causadas por acidentes de transito, entre jovens de 15 a 19 anos subiu de 63% para 68%. A pesquisa também revelou que a maioria ocorre na região Sudeste do país, onde 73% dos óbitos dessa faixa etária estão relacionados a causas violentas.
Sem dúvida podemos afirmar que a cidade de São Paulo lidera os índices de criminalidade no Brasil, e não é uma questão de pré-conceito em relação à população, mas sim uma conclusão. Por ser a cidade mais populosa do Brasil, São Paulo concentra muita gente. Gente de várias classes, raças, credos e opiniões. Pessoas com boas e com más intenções. Paulistas naturais e não. Pessoas que em sua diversidade, ás vezes, não conseguem conviver entre si. Como em outras regiões do país, São Paulo possui uma desigualdade social muito grande, e a violência ocorre tanto nas classes mais nobres quanto nas mais baixas. São jovens que sem oportunidade e/ou educação adequada vêem nas ruas a solução ou “fuga” dos problemas. São famílias desestruturadas que precisam acreditar de uma vez por todas que a educação é o primeiro passo para a civilização das crianças, que serão os adultos do futuro. E a desestruturação não parte apenas das famílias mais pobres. Também as ricas deixam a família em segundo plano e dão mais importância a vida profissional.
Pode-se dizer que os crimes no Brasil que envolvem mortes acontecem mais nas regiões de periferia, por conseqüência do trafico de drogas e armas. Enquanto os crimes contra o patrimônio concentram-se mais nas regiões centrais, onde também se observa maior concentração e circulação de riquezas. Sigo com a minha tese de que a educação é o ponto de partida para uma possível solução contra a violência urbana. A exemplo disso temos os paises desenvolvidos onde, segundo dados do Observatório da Imprensa, 59,8% da população tem o habito da leitura, encorajado ainda nas escolas com a ajuda do governo em financiar programas de incentivo a leitura. São atitudes pequenas que fazem toda a diferença quando postas no papel e comparadas com outras populações, seus hábitos e sua educação.

por mim, para a aula de Produção de texto jornalístico.