Atualmente, a violência brasileira mata mais pessoas do que as guerras do Irã e do Iraque. São números comprovados, e não meras suposições. Àlias, que bom seria se fossem suposições, mas infelizmente essa é a nossa realidade cotidiana. Uma pesquisa realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na década de 90 revelou que entre 1992 e 1998 a proporção de mortes no Brasil causadas por acidentes de transito, entre jovens de 15 a 19 anos subiu de 63% para 68%. A pesquisa também revelou que a maioria ocorre na região Sudeste do país, onde 73% dos óbitos dessa faixa etária estão relacionados a causas violentas.
Sem dúvida podemos afirmar que a cidade de São Paulo lidera os índices de criminalidade no Brasil, e não é uma questão de pré-conceito em relação à população, mas sim uma conclusão. Por ser a cidade mais populosa do Brasil, São Paulo concentra muita gente. Gente de várias classes, raças, credos e opiniões. Pessoas com boas e com más intenções. Paulistas naturais e não. Pessoas que em sua diversidade, ás vezes, não conseguem conviver entre si. Como em outras regiões do país, São Paulo possui uma desigualdade social muito grande, e a violência ocorre tanto nas classes mais nobres quanto nas mais baixas. São jovens que sem oportunidade e/ou educação adequada vêem nas ruas a solução ou “fuga” dos problemas. São famílias desestruturadas que precisam acreditar de uma vez por todas que a educação é o primeiro passo para a civilização das crianças, que serão os adultos do futuro. E a desestruturação não parte apenas das famílias mais pobres. Também as ricas deixam a família em segundo plano e dão mais importância a vida profissional.
Pode-se dizer que os crimes no Brasil que envolvem mortes acontecem mais nas regiões de periferia, por conseqüência do trafico de drogas e armas. Enquanto os crimes contra o patrimônio concentram-se mais nas regiões centrais, onde também se observa maior concentração e circulação de riquezas. Sigo com a minha tese de que a educação é o ponto de partida para uma possível solução contra a violência urbana. A exemplo disso temos os paises desenvolvidos onde, segundo dados do Observatório da Imprensa, 59,8% da população tem o habito da leitura, encorajado ainda nas escolas com a ajuda do governo em financiar programas de incentivo a leitura. São atitudes pequenas que fazem toda a diferença quando postas no papel e comparadas com outras populações, seus hábitos e sua educação.
por mim, para a aula de Produção de texto jornalístico.