terça-feira, 30 de dezembro de 2008

Um cortejo de amizade;


- Olha quanta gente! meu namorado disse ao olhar para trás pelo retrovisor do carro.
A fila de carros a caminho do cemitério municipal de Joinville se estendia além de uma curva toda. Quantos amigos de caminhadas, quantas companhias de jogo do bicho e quantas pessoas gostavam do meu avô - pensei. Ele tão querido. Ô querido! Meu avô foi meu verdadeiro pai. Quando eu pensava em casar na igreja imaginava a cara dele quando fosse convidá-lo para me levar até o altar. Meu pai biológico 'apareceu' na minha vida quando eu já não precisava mais daquela figura paterna; daquele alguém para quem dar as lembrancinhas feitas no dia dos pais, ou levar a uma apresentação dessas... Esse seu Antônio que tinha apenas 68 anos foi quem me criou, até os 9 anos e me ensinou os pequenos valores da vida. As pequenas lições de amor e amizade; humildade e prestatividade; educação e respeito. No dia 27 de dezembro ele nos deixou. Uma semana de agonia, de sofrimento, de espera. No dia 19 de dezembro ele sofreu um derrame cerebral, as chances de vida eram poucas, mas existiam. Seu quadro ia cada vez mais se agravando, a pressão subindo e descendo, descontrolada. Dia 20/12 eu o vi. Numa cama de hospital fria e silenciosa eu não consegui conter as lágrimas diante de um vô tão magrinho. "Fale com ele, fale normalmente com ele que ele vai te reconhecer. Não chore. Demonstre segurança e transmita isso para ele" foi o que todos me recomendaram. Como? Nunca tinha visto meu vô daquele jeito e eu não teria o direito nem de chorar? Chorei! Chorei chorei chorei... falei com ele e ele apertou minha mão bem forte (o lado esquerdo do corpo ainda tinha movimento), abriu os olhos rapidamente para mim e eu fiquei tão feliz com isso. "Ele abriu o olho pra sua filha, ele abriu o olho!!!!" disse a enfermeira à minha mãe. Dia 24/12 ele teve o segundo derrame e entrou em coma. No dia de Natal fui ao hospital e vi ele, respirando pela última vez. Dia 27 minha gerente veio e disse "È Greyci, você vai ter que descer (para Joinville)" E aí eu soube - acabou. Ele se foi. Ele nunca mais vai voltar. E vô, eu já sinto saudades de você.

sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

Venho falar de fases.

A vida é cheia delas. A vida não tem graça sem elas, e já diziam os Raimundos, "mulher de fases" (somos expert's nisso). Já tive de muitas. Desde dançar axé na sala de casa imitando a Carla Peres até ter uma completa obsessão por roupas pretas e objetos macabros. Como eu disse, a vida é feita dessas fases. Você passa por cada uma levando algo da mesma. E se ela não foi muito boa, se você percebeu que não é "a sua praia" ao menos serviu para que você agora soubesse o que não gosta. È sim. Até a pior das fases tem a sua parte boa... o que fica (acredite) de certa forma sempre é bom. Não que eu seja doutorada nisso, mas é que estou numa daquelas bem boas, e sabe, acho que a tendencia é que as coisas apenas melhorem.

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

EGOcentrismo


Eu quero ser feliz. Eu quero ele comigo. Eu quero sair com ele. Eu quero que ele me ligue. Eu quero sorvete. Eu quero chocolate. Eu quero que me deixem em paz. Eu quero ir embora. Eu quero ir naquele lugar. Eu quero viajar. Quero folga. Quero...Me contem, alguma vez já disseram qualquer coisa desse tipo? Claro, né? Não adianta, é do nosso instinto animal racional QUERER. Tudo pra gente, tudo pra ontem. E afinal,é absolutamente normal. O perigo está quando passamos a desejar todas as coisas para nós mesmos. Ou UMA coisa, em especial. No que diz respeito a eu e meu namorado eu admito que sou egoísta. Acabei de descobrir que o problema nem são mais só as mulheres que podem estar a sua volta: tenho ciúme de qualquer pessoa que passa mais tempo com ele do que eu. E considerando que nos vemos somente no fim de semana, qualquer pessoa passa mais tempo com ele do que eu. E vice-versa. E se nesse um dia e meio que temos para nos curtir, ele não pode ficar comigo ou o contrário, eu fico maluca. Considere maluca como doida de raiva, de tristeza... Nem sempre é assim. Eu sei distinguir quando sinto aquele ciúme por mulher, sabe? Aquele cheirinho de sopa de galinha (humor negro) no ar. Não é normal o jeito como eu quero ele...

terça-feira, 18 de novembro de 2008

Um Osvaldo;

hoje me apareceu um Osvaldo. Comumente é um João ou Joaquim. Às vezes é um André ou José; Francisco... Mas hoje foi um Osvaldo. Eles chegam assim, logo se apresentando, sem nenhuma cerimônia. Eu vejo que procuram falar o mais alto que podem para atingir o maior números de ouvintes possíveis. Vejo também que as pessoas, apesar de escutarem, não dão nenhuma atenção. Depois das apresentações eles relatam os seus problemas e falam, geralmente, das doenças que tiveram e que agora os impede de trabalhar. Esse Osvaldo de hoje, ao contrário dos outros homens e mulheres, não estava pedindo nada. Estava oferecendo. Cd. Dele. Gospel. E dizia ele que o irmão do Zezé di Camargo (aquele irmão dele que foi sequestrado/é paralítico - como o Osvaldo) havia ajudado ele a gravar o cd, lá em Goiás. Não dúvido. Mas também não acredito 100% nisso. E também, o que me importa? Enquanto ele falava, ou melhor, berrava suas dificuldades de vida aos quatro cantos, eu só conseguia pensar que esse não foi (não foi mesmo) a primeira pessoa que fez algo desse tipo num ônibus. E não será (não será mesmo) a última a fazer tal coisa. Sempre haverá um João que perdeu a visão; uma Maria que devido à uma infecção na perna teve de amputá-la... e sempre haverá quem ignore essas pessoas; os outros. Não que eu queira que eles recebam o peixe pescado também. Sou mais a favor de ensiná-los a pescar. Assim como quando aparece um José pedindo "moedinhas" para inteirar no leite do filho (que é sempre caro) eu penso "Por que ele não oferece trabalho? Serviço?" Às vezes a pessoa é realmente muito pobre (sabemos melhor que ninguém que existe esse tipo de gente por aqui) mas sabe fazer coisas muito bem feitas. Às vezes o Joaquim que foi afastado do serviço por invalidez sabe cortar grama como ninguém. Ou a Maria, que está com aquela baita infecção na perna/problema na coluna, saber fazer uma cocada muito boa. Por que não explorar o que ainda conseguem fazer? Acho tão "bonito" quando acontece algo assim. Nessas horas é que sinto orgulho em morar num país com pessoas assim. Mas quando vejo alguém pedir... só consigo pensar em tudo o que já falei.

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

Uma reflexão;


talvez, quem sabe, uma nova filosofia de vida.

Agora, mais do que nunca: eu realmente gosto do meu professor de fotografia. Calma, por favor! Não do jeito que você está pensando...gosto do jeito completamente diferente de como ele encara a vida. Gosto da energia boa que ele me trás, e de como sempre eu acabou rindo do jeito meio ogro dele ser. Mas hoje ele disse uma coisa que me fez parar e pensar no quanto eu sou fultil e hipócrita. Uma coisa óbvia, do tipo "Se você não gosta que as pessoas falem mal de você, por quê VOCÊ mesma se menospreza?" E isso me atingiu em cheio. Ele ainda concluia "para quê aumentar ainda mais os meus defeitos se eles já são grandes? no que isso vai ajudar?" No quê? Eu me pergunto.
Em nada. Eu mesma respondo. EM NADA! Inteligente e verdadeiramente feliz é aquele que eleva suas qualidades acima de qualquer defeito bobo ou supérfulo que exista. Quantas vezes eu me apego aos contornos feios do meu corpo, do meu rosto. Ou ao efeito "sem graça" que, às vezes, meu cabelo apresenta quando acorda. Uma menina da minha sala disse que sofria muito com essa questão de auto estima, que está fazendo terapia e está muito melhor, muito mais feliz consigo mesma. Por um momento eu pensei "puxa, será que essa é a solução?" Mas acho que no meu caso o simples conselho do professor já deve ter resolvido. Porque. MEU DEUS, é tão óbvio. Como eu odeio que falem mal de mim, que falem mentiras à meu respeito. No entanto, muitas vezes eu mesma me olho no espelho e digo muitas mentiras sobre mim. Não que eu seja linda, maravilhosa e gostosa, mas é só você olhar a sua volta que você se acha bonita, não é? ;)

quinta-feira, 17 de julho de 2008

Assim um....um Vitor


Eu estava aqui pensando que realmente eu mereço ser feliz, sabe? Essa felicidade toda que eu tenho na minha vida ( e que se chama Vitor) e que um dia eu pensei que fosse muito pra mim, afinal, eu devo merecer, pois eu não era do tipo de garota que se dava bem com os garotos. Assim, tinha sempre alguns esquisitos mal cheirosos atrás de mim, mas nunca um...um Vitor. E quando eu gostava de alguém (o que acontecia com grande frequência e num intervalo de tempo muito pequeno) eu geralmente não era correspondida, ou era mas não sabia. E acabava descobrindo isso depois que a coisa toda se esvaísse. Nunca alguém me tratou tão bem e com tanta prioridade quanto ele me trata. Nunca senti tantas coisas juntas por um esquisito mal cheiroso. Mas pelo Vitor sim. Só com ele eu consigo sentir uns cheiros que sem ele não fazem nenhum sentido. Algumas pessoas acabam vulgarizando o verbo amar com a síndrome do eu te amo instantâneo, aí quando alguém quer falar isso sério acaba soando meio "clichê". E isso me dá raiva. Tem gente que enfeita tanto o que sente, que esse enfeite todo acaba sendo maior que o verdadeiro sentimento dessa pessoa. E isso é mal, muito mal. Você fica construindo as coisas sob uma ilusão. Degraus que não existem sabe? Os quais podem fazer você "cair" no chão e quebrar a cara. Mas o Vitor, nunca foi assim, e com ele, eu também nunca fui. A gente sempre foi muito "pé no chão", e talvez tenha sido isso o que nos fez ficar tão...assim. Continuando, como essas pessoas vulgarizam e banalizam tanto os sentimentos, eu fico até meio receiosa quando vou falar algo, e gostaria que você ( que eu sei que vai ler isso, mesmo que não comente) entenda pelo significado exato das palavras, e não como um enfeite banal de euteamoenãopossoviversemvocê. Porque meu lindo, não há alguém que eu mais AME e alguém que eu mais zele e respeite e pense agora, na minha vida. Inigualavelmente criativo e carinhoso, você me conquista todo dia mais um pouco :)

sexta-feira, 11 de julho de 2008

Então,



como estão? Sem muitas novidades, só as coisas de sempre: cotoveladas na cabeça no ônibus (porque definitivamente, eu devo ser transparente), dias tediosos salvos pelo milagre da internet e ansiedade. Ansiedade, ansiedade! Dez dias, é esse o período de tempo que me separa da universidade. Isso, aquela coisa que os gregos criaram há muito tempo, e que no começo ensinava medicina e filosofia. È, naquele tempo eles não sentiam necessidade de muita coisa. Hoje tem até curso de Radiologia. RADIOLOGIA, que diabos é isso? Quem faz radiologia vai ser o quê, radiólogo? (risos) Tá, eu paro. A carapuça de ignorante não me agrada, mas é engraçado isso tudo. È mais cômico ainda (se não trágico) você pensar que ter um curso universitário hoje em dia é o básico. Pra se destacar e vamos dizer assim "garantir" um bom emprego, você tem que ter pós-graduação no mínimo. Numa aula de história no cursinho o professor disse exatamente isso, e eu pensei "que merda, será que vale a pena você se ferrar tanto pra conseguir entrar numa boa faculdade, sendo que isso não vai lhe garantir emprego e muito menos uma boa carreia profissional?" E aí está meu lado ignorante mais uma vez. Lá no cursinho eu tinha um objetivo (que era o de fazer a prova em novembro e ver meu nome nos 'selecionados' em dezembro), e esse é o começo de tudo. O começo de um lado da minha vida que eu ainda não conheço. Eu ainda não estou na faculdade, portanto não posso afirmar com certeza como é estar numa. Mas não deve ser muito fácil. Especialmente em Curitiba, onde no inverno (como esse) fazem até 0° ás 23h e estar na "rua" não é muito agradável. Mas todo grande sacrifício, no final acaba valendo a pena. E se esse é começo da minha vida profissional, que seja! Afinal de contas, se eu não passei na UTFPR em Letras (com uma concorrência de 4.41 por vaga e uma prova que a nível de Federal eu achei bem fácil - mesmo tendo chutado muitas questões, daí talvez o pq de eu não ter sido aprovada)isso certamente aconteceu porque tinha que acontecer. Assim como eu ter conseguido a bolsa e agora dia 21 começar na faculdade, é porque tinha que ser. È nisso que acredito, é nisso que eu quero acreditar (eu acho). Tudo está tão bem, tudo está tão bom. Vou começar a fazer aulas de dança com meu namorado, na verdade vou só definir um certo talento que eu tenho para a dança (nenhum) E sei lá, eu quero muito que tudo dê certo. Não só as aulas e a dança (risos) Mas a faculdade e a minha vida aqui em casa e a minha vida com você (se sabe quem) Te desejar bom dia, fazer comida pra você enquando você toma banho assim que chega do trabalho; deitar na sala (que a gente vai ter) e ver qualquer coisa sentido você bem perto de mim, porque só assim eu fico em paz.

foto: a facúúúú!

quinta-feira, 10 de julho de 2008

Finalmente!


Sabe ha quanto tempo espero por uma homenagem aos Mamonas? Sei lá, um bom tempo. E hoje finalmente isso vai acontecer (e se eu tivesse como, até gravaria isso)A Globo hoje vai bater todos os records de audiência, e quem sabe daí não surge um filme da vida deles, por que não? Porque não houve uma morte mais 'triste' que tenha me impressionado. Sempre que surge uma nova "egüinha pocotó" eu fico me perguntando "O que os Mamonas estariam fazendo hoje?" porque tenho certeza que eles seriam sucesso, mas que sucesso? Um fenômeno instantâneo e arrebatador. Estavam em todos os programas, que por sua vez aproveitam pra lucrar com o sucesso que era só deles. Um sucesso que se estenderia até os dias de hoje, se o avião em que estavam naquele 2 de março de 1996 não tivesse chocado-se contra a Serra da Cantareira, em São Paulo. Todos os 5 morreram. Deixando saudades. Eles até que tentaram tocar o que gostavam (rock) mas não dava muito certo. Um dia resolveram 'brincar' e nessa brincadeira surgiu o Mamonas Assassinas. A mistura de pop, rock, samba, brega, heavy metal, sertanejo e até o português vira, particularizava o som da banda e de suas músicas, que apesar de besterentas, eram de uma rica qualidade musical. Fazem 12 anos já, mas não parece que foi ontem que você ligava a tv e eles estavam lá? Cantando "Vira-Vira", "Pelados em Santos" e "Robocop Gay"? Suas músicas não traziam nada de útil, mas ficavam na nossa cabeça e todo mundo sabia cantar todas as músicas. Falar mal de português e eles acharem graça, não é pra qualquer um não.

segunda-feira, 30 de junho de 2008

Um ano inteirinho;


a partir de 1° de julho de 2007 meu celular passou a contar os dias do nosso namoro. Hoje ele marca 365 dias. Estou um pouco com preguiça de calcular as horas, mas se passaram aí longas e duradouras horas juntas de você. Meu Deus! Um ano, e eu nem consigo acreditar. Sabe quando você menos espera, menos planeja algo e ele acontece? E esse 'algo' é simplesmente o que você sempre quis pra si? Então, comigo foi assim. Eu via aqueles casais grudados o tempo todo, fazendo juras de amor um pro outro e me perguntava "Será que é real assim? Como pode haver algo que os una por tanto tempo e desse jeito? Ou será que eles fingem? Será que na realidade eles não vivem nada disso mas demonstram viver? Será que eles são tão felizes mesmo?" E a sua vida muda tanto quando se descobre o verdadeiro amor...Suas idéias mudam, seu pensar muda.Suas atitudes mudam. Elas têm que mudar na verdade. Hoje eu sou alguém bastante diferente de como era no começo do namoro. E se vem dando certo e tão certo por esse ano todo, é porque nós dois soubemos nos doar na medida certa pra dar certo. Somos cúmplices, amantes de tudo que nos agrada, sabemos aproveitar bem o tempo que temos, e apesar de todas as brigas, todas as dificuldades, o ciúme e por aí vai...nunca desistimos de continuar. Pois sabemos que o que sentimos não se encontra em qualquer pessoa. Não se compra por preço algum. Não se pode ter em qualquer hora, em qualquer lugar, com qualquer pessoa. E você é a MINHA pessoa. A que a partir de muito antes desse 1° de julho, passou a habitar a minha mente de uma forma singular, egoísta, sem deixar qualquer outra coisa/pessoa entrar. E com o tempo foi ganhando cada vez mais o meu amor, a minha confiança, a minha amizade. Hoje eu posso dizer (pelas pessoas que um dia eu observava) que o amor existe. E é até mais gostoso do que você imagina que seja. È a junção de todos os sentimentos: bons ou ruins. Um sentimento que vai fazendo você crescer a cada dia, e com isso, desejando sempre mais, sempre algo a mais com "ele".

Eu não tenho uma foto do 1° de julho de 2007. Mas a 1ª foto nossa é essa aí =)

quinta-feira, 26 de junho de 2008

Argh!


Não há nada mais nojento que o cigarro. Como que alguém pode achar que está 'abafando' por fumar aquela porcaria fedorenta? Que não faz nada, a não ser deixar os dentes amarelos, seu pulmão preto e aquele cheiro horrível impregnidado na roupa toda (cabelo e tals). Você sabe o que tem no cigarro? Sabe quais as substâncias que o compõe? Para sua informação, o fumo do cigarro contêm mais de 50 substâncias tóxicas e cancerígenas. Dentre elas acetona (aquilo que a gente usa pra tirar o esmalte, isso mesmo!), amoníaco (utilizado em produtos de limpeza), DDT (agrotóxico), Polônio (extremamente radioativo), Formol entre muitas outras porcarias. Não ligo que me achem careta ou 'certinha'. Meus pais fumam, meus avós sempre fumaram, quase todos os meus tios fumam...e eu sempre detestei cigarro. Não é estranho? Sei lá, acho que não. Isso não é hereditário eu acho. Mas a questão é que eu sempre 'paguei' por isso. Querendo ou não, eu sempre inalei a fumaça deles e isso me prejudica como se eu mesma fumace. O que é uma merda. Porque até mesmo quando você sai pra algum barzinho, volta parecendo mais que entrou num cinzeiro. Isso sim eu acho um absurdo. Não é justo você sofrer as consequências de quem fuma. Mas sabe, considerando que a maior parte de quem sai na noite fuma, estes bares estão é pensando no bem deles (claro). Mas e quem não gosta disso? Tem que ficar suportando isso? Como a pessoa consegue comer algo gostoso e com a mesma mão que pega o cigarro, pega a comida? Argh! Tá que existem áreas para fumantes e não fumantes, mas não adianta muito se for pensar. A fumaça se espalha no ar de qualquer jeito. Pra mim, não tem coisa mais NOJENTA do que terminal de ônibus. Parece uma "parada" de fumantes. Nunca vi! Jogando o que sobra do cigarro no chão como se não fosse nada. Assoprando aquela porcaria toda na sua cara sem nem se importar. E ainda fazem pose de quem está abafando. Meu Deus! O tempo em que fumar era bonito já passou geeeente! Hoje, fumar é nada mais nada menos que fumar. Ingerir aquelas porcarias todas que já citei, e nesse entremeio ficar catingando. Sò! Até meu irmão de 7 anos sabe que isso faz mal. Não sei como ele se sente sabendo que isso dá câncer e vendo sua mãe fumar, mas espero que quando ele cresca não cometa a mesma burrice. Mas esses que se viciam, é outro caso. Eles não têm domínio sobre a droga, são levados por ela pra qualquer lugar. O que me deixa de cara, são as pessoas que podem escolher isso, podem optar e optam pelo mais burro dos caminhos. Porque quem sabe o que tem num cigarro, sabe as consequências dele, e ainda assim prefere fazer disso um 'hábito', é burro. È burro mesmoooo!

sexta-feira, 20 de junho de 2008

A alguns passos de alguns sonhos;


é o que sinto que falta, 'ora pois'. Fazer 18 anos, é começo de boas coisas na sua vida. Não depender mais de um 'responsável' para ir a um RH por exemplo e cadastrar seu curriculum; ou pra se inscrever em algo/matricular-se em algo. Poder mostrar a identidade com orgulho nos lugares em que antes, você não podia entrar. Mas também fazer 18 anos não significa ser um 'responsável adulto', tipo aquele que pedem pra que acompanhe vc á TUDO. Os livros de romance água-com-açúcar ainda estão no topo de mais lidos na sua lista; sorvete de morango ainda é seu preferido e você continua a acreditar em destino, sonhos, fidelidade...Não que seja ingenuidade, mas é preciso ter um pouco de criança dentro de si pra ser feliz. Pois acredito que não há sorriso mais sincero e espontâneo que o de uma criança. E não há sonho impossível que não possa se tornar possível. Ainda que grandes sejam as dificuldades. Ainda que demore o tempo pro sonho acontecer. Mas não há nada que lhe dê mais prazer que você possuir algo que tem muita vontade de ter. Como 18 anos! Como fazer o curso que desde os 15 anos você sonha em fazer. Como se tornar um pouco mais independente dos que te prendem pelos pés. Como amar e ser amada. E descobrir a cada dia um novo sentimento (bom ou ruim) que pertence ao tão exclusivo e único amor.

terça-feira, 3 de junho de 2008

Meu fracasso no voley.

Sabe, tem um programa na MTV Americana que chama "Made". Consiste em transformar alguém , em algo totalmente diferente dele(a). Já teve patricinha querendo andar de skate; gordinho querendo ser o vencedor do baile de não sei o quê, nerds querendo ser popular, essas coisas. Se tivesse um Made no Brasil, e eu participasse, gostaria de ser jogadora de voley. Porque pra mim, não haveria desafio maior. Até a 8ª série eu jogava e até gostava, mas era aquela coisa bem infantil. Mas de um tempo pra cá, passei a ter pavor desse esporte. Lembrei-me disso agora pois sempre pego ônibus com uma menina que deve ter os seus 15 anos e me "analisa" de cima a baixo SEMPRE. Ela tem uma cara um tanto quanto arrogante e jeito de metida, não que eu a esteja pré julgando, mas costumo acertar nos meus pré julgamentos (com exceções). Pois bem, semana passada ela estava com uma amiga tão metida quanto ela, e as duas com uma mochila a qual levava a escrita "Volleyball". Não que me desse medo, mas achei aquilo muito sinistro. Se não bastasse tudo o que eu já achava da menina, ela ainda por cima joga voley, e deve jogar bem pra fazer parte de um time. Não sei porque, mas fico com medo até de tocar na bola e fazer alguma m*. Na educação física éramos obrigados a praticar tal esporte, quando era voley o que eu mais ouvia era "Tira o cone da quadra" etc e tal. Cheguei a perder de 0 uma vez. De 12 á 0 pra ser mais exata. Futebol eu jogava, daquele jeito mas jogava...rs Mas do voley eu passo é longe.

Segunda feira, 02 de junho de 2008.


Um dia anormal. Geralmente as segundas-feiras são do tipo "novidades": uma nova semana, coisas novas pra fazer, assuntos diferentes nas aulas, saudades dos professores até. Mas essa não foi! Geralmente o pessoal está mais enpolgado, respondendo dinâmicamente ás perguntas, participando e tal. Mas não foi assim. O que deu em mim e em todos? Porque o que me chamou a atenção foi exatamente isso: não era só eu que estava perdida naquela sala, naquele ônibus como se não fizesse parte daquele lugar naquela hora. Os professores perceberam. Nós mesmos percebemos! Não sei se foi o frio; ou ás 6 horas que passamos no sábado estudando química, física e matemática.Mas alguma coisa nos havia desgastado. Nos desanimado.Talvez o fato de ser uma segunda-feira, e aquela mesma rotina cansativa estar começando. Ou não. Quem sabe! De fato aquele desânimo coletivo estragou uma segunda feira que não tinha nada mesmo de empolgante. Mas poderia ter sido melhor, mais feliz, quem sabe. Ontem eu estava achando tudo chato, todos chatos, tudo cansativo demais pra se levar a sério. Eu estava cansada. Fui no centro pela manhã, cheguei em casa e engoli a comida rapidão. Fui á outro laboratório e tive que tirar a roupa. Fui no correio fazer a inscrição do Enem. Voltei pra casa e ainda tinha muita coisa pra fazer. Eu não estou mesmo acostumada a viver. Posto que isso seja a vida, né? Dizem que domingo a noite é sempre triste, porque antecede a segunda feira que é tão 'chata'. Eu até que concordo, embora não ligue muito para o que os outros dizem. Na verdade não me importo com nada agora, só fico pensando até quando minha felicidade será resumida em 72 horas ou menos, sábado e domingo ou menos.

quinta-feira, 15 de maio de 2008

Chorar chorar chorar...

ainda que á dias eu não chore, até disso sinto falta. O choro 'sentido', baixo e angústiado descarrega a mesma angústia que sente. Às vezes vem a vontade de chorar mais alto, soluçando feito criança; mas aí todos saberiam que você chora. E quem não chora? Não ama! Não sente! Não vive. A dor é um sinal de que estamos vivos e sentimos o que nos atinge, aflinge. E chorar é a consequência de tudo: da dor, do amor, da felicidade e da pena. Se chora de raiva, de ódio, por amor, de felicidade, de angústia, como eu disse; de saudade, por vontade e pela dor. Seja ela física ou emocional. Real ou Virtual. Sua ou de outro alguém. Porque sim, se chora por outro (a). Pela dor do outro que é mais dolorida que a sua, e aí você pensa: por tão pouco eu choro, e eles que nem choram? E teriam direito de chorar! E somos tão banais (ás vezes). Presos á nossos problemas simplórios; á nossos devaneios tão fúteis; á nossas necessidades que podem esperar...ambições de poder, de beleza, dinheiro. Nem sempre choramos por que queremos. Muitas das vezes ele (o choro) foge do nosso restrito controle, e quando não queremos chorar é por vários motivos: ou porque não convém chorar por tão pouca coisa ou por tão ruim pessoa. Mas sejamos otimistas e vamos agradecer a pessoa desagradável que nos faz chorar...ela nos faz sentir o que talvez não seja capaz nem de distingüir.

segunda-feira, 5 de maio de 2008

Nem tudo é tão chato.


Aquela música que foi hit quando sua mãe ainda tinha bom humor e você não sentia aquelas "dores"; a música que volta a fazer parte de sua vida e fazer você 'viajar'. È. Andar de ônibus ao som dela, olhando para as hipócritas e tristes pessoas que parecem cansadas, embora ainda tenham algum humor pra rir de você. Aí você tenta descobrir de onde elas tiram o humor pra trabalhar naquilo tão chato. E fazer daquilo tão chato, algo tão gostoso quanto a sua música.

Estou cansada;

cansada de não fazer nada e embora nada tenha pra fazer, me sinta obrigada a fazer aquilo que me cabe.

segunda-feira, 7 de abril de 2008

Crítica à escandalosa de dreads.


È um pássaro, um avião, uma abelha sangue-suga devoradora de aulas e livros? Não, sou eu mesma! Chegando pra atualizar esse blog. Dia desses meu namorado perguntou - " Você abandonou o blog?" - e eu disse " é que estou sem inspiração." Mas esse não é o nome do blog? Portanto, cá estou eu pra contar-lhes algumas das aventuras que tenho vivido. Primeiro que andando de ônibus, cada dia vivo uma aventura distinta da outra. Mas tem sempre uma gorda folgada e egoísta que não oferece-se pra segurar minha bolsa. Não que seja obrigação dela. Trata-se mais de gentileza e bondade. Com o ônibus lotado em plenas 18:00hs sempre tem aquela pessoa bacana que olha pra você, para o seu braço cansado e diz "Quer que eu segure sua bolsa?" Mas tem gente que não diz; ou tem aquele trabalhador cansado, aparentando estar com o desodorante vencido, isso se estiver usando-o; aqueles apressados estúpidos que não são capazes de esperar as pessoas descerem do ônibus; e ainda tem aqueles que usam desodorante, mas esse chega a ser tão ou mais fedido do que se não estivesse usando. Mas nada, nada que citei é tão intragável quanto ELA. Eu faço o mesmo trajeto todas as noites. Uma rotina que era interessante no começo, agora é um pouco "rotineira". Mas costumo ver as mesmas pessoas todos os dias, embora não conheça nenhuma delas. Na ida é sempre difícil sentar e ler. Mas na volta geralmente consegue-se esse milagre. Mas é ela entrar no ônibus que a concentração máxima que você obteve pra prestar atenção no enredo, desaparece. Em volta á murmúrios e o som das ruas, a gente sempre consegue encontrar um silêncio pra ler e entender a história que se lê. Mas com ela cantando alto, falando alto, dançando e falando palavrão alto, o silêncio se perde, e perde pra ela. O que me indaga é que não sou só eu que não gosto da presença dela. Todos cochicham quando ela entra com aqueles dreads nojentos que você fica imaginando como ela lava, se ela lava. Todo mundo se irrita quando ela canta funk ou Latino. Mas ninguém disse alguma vez "Cala a boca" ou algo parecido. E eu tenho tanta vontade de falar isso, ou coisa parecida. Ler com ela do lado é quase impossível. Mas tem dias que ela não entra. E a gente vê ela fora do ônibus berrando com seus amigos tão idiotas quanto ela. Nesse instante nossos tímpanos agradecem e nossa leitura também.

quinta-feira, 6 de março de 2008

Rising, rising in my veins. Looks like it's happened again....

E eu não canso de ouvir, ver, gostar, lembrar.


Pois é!



Uma coisa é certa: para querer dar valor á algo ou alguém, pense em perdê-lo. Com o tempo, o tempo vai diminuindo, é normal. Você começa a ter interesses que exigem esse seu tempo, que antes era em vão. E é exatamente aqui que você começa a dar valor ao tempo que te sobrava. E o mais curioso é que mesmo antes de você perder este tempo precioso e ocioso, você sabia que iria perdê-lo. Mas como eu disse, é normal. A gente sempre questiona aqueles velhos ditados populares e eu particularmente sempre achei meio manjado. Mas a medida que o tempo passa, você percebe como eles sempre têm razão. Nunca se pode ter tudo, sempre se há de abrir mão de alguma coisa pra outra coisa. E esse tempo que falta pode ser crucial pra definir, redefinir, ou esclarecer alguma (s) coisa (s). Colocando o tempo num relacionamento, a distância entre duas pessoas, temos a saudade que nem sempre pode ser boa. Na verdade, a saudade nunca é boa. As lembranças que ela nos traz podem ser, mas ela em si não é. Porque você quer sentir o cheiro daquela pessoa, mas não pode. Você quer tocar-lhe, mas ele não está aqui (ali). Você quer falar olhando nos olhos, mas os olhos dele parecem longes demais pra isso. Àlias, parecem distantes demais de vocês. Enquanto falta tempo pra você, sobra tempo pra ele. E nesse tempo ocioso ele pensa em fazer coisas que são normais, não pra você. Mas é só questão de acostumar. Acostumar a não ver bem menos ele. Acostumar a ir dormir tarde imaginando quando vai poder ver ele. Acostumar a sentir a ausência do cheiro dele. Acostumar a conviver todo dia com pessoas que não te interessam, mas estão ali dizendo Oi. Acostumar a usar seus sábados pra ficar a tarde toda no cursinho, e parte dos domingos ás vezes. Acostumar a sentir-se mais segura, porém mais só. Acostumar-se com a vida que põe um obstáculo sempre a sua frente, e sempre vai pôr, e sempre será assim.

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008

Só rindo pra não chorar.

Acredite, não há como não se emocionar. Eddie Vedder que nos perdoe, mas a criatividade neste caso também foi profunda...rs

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008

Porque porque porqueeeeeee?


Acontece, e vai acontecer. Você gosta de uma banda e ela acaba. No seu egoísmo máximo eles resolvem simplesmente, acabar. Ou por que um aparece mais que o outro, ou por que não ''lutam'' mais pelos mesmos ideais. Haja motivos. Mas uma coisa que andei percebendo é que isso é inevitável. O negócio é você aproveitar bem enquanto eles existem, pois nenhum "super star" dura pra sempre. Nenhum. E essas pessoas que tentam o contrário são deprimentes. Axl Rose e companhia que vos diga. O Guns acabou. Isso é fato. E não adianta voltar desse jeito pois NÃO ME CONVENCE! Sou da seguinte opinião: melhor levar e lembrar das pessoas os seus melhores momentos. De fato tenho horror á velórios. Mas era tão mais agradável lembrar de Guns n' Roses com "Patience" - "Welcome to the Jungle" etc e tal.
Agora, ligo o rádio e ouço o novo "trabalho" do Guns. Sem Slash, com um Axl gordo e menos rouco. Há uma frase de Kurt Cobain que cabe bem á essa situação: "È melhor se queimar de uma vez do que se apagar aos poucos". E de fato faz sentido, vendo o que aconteceu com o Nirvana. O que lembramos de Nirvana? Lembramos suas músicas depressivas e um tanto sombrias, disfarçadas numa esteria sônica que enlouquece o ouvinte.
Alguns têm sorte quando voltam ao "estrelato". Rage Against prova isso. Eles "voltam" (entre aspas), pois ainda não lançaram nada novo. Querem que o Pink Floyd volte, que Slash e Axl voltem. Que Sandy e Jr voltem! ¬¬

O fato é que nem tudo que é bom, volta. Jà basta o fato de terem sido MUITO bons quando existiram. Né?

Pra terminar este post, uma coisa no mínino intrigante.

- O site Audio Video Revolution, voltado para análise e venda de equipamentos de áudio e vídeo de alta-definição, fez uma lista com as 100 maiores bandas da história do rock, baseada em fatores como número de álbuns vendidos, habilidade com os instrumentos, inovação, performance ao vivo e consistência durante a carreira.

Os juízes foram Jack Sonni (guitarrista do Dire Straits), Ken Lopez (professor de música da University of Southern California), Charles Andrews (editor do site AVRev.com), Howard Schilling (presidente da empresa XHi-Fi e também da AVRev.com) e Jerry Del Colliano Jr. (editor musical).

A lista completa, com a quantidade de pontos de cada banda, ficou assim:

  • 001. Led Zeppelin (525 pontos)
  • 002. The Beatles (514 pontos)
  • 003. Pink Floyd (506 pontos)
  • 004. The Jimi Hendrix Experience (503 pontos)
  • 005. Van Halen (496 pontos)
  • 006. Queen (493 pontos)
  • 007. The Eagles (479 pontos)
  • 008. Metallica (468 pontos)
  • 009. U2 (455 pontos)
  • 010. Bob Marley and the Wailers (454 pontos)
  • 011. The Police (451 pontos)
  • 012. The Doors (450 pontos)
  • 013. Stone Temple Pilots (446 pontos)
  • 014. Rush (444 pontos)
  • 015. Genesis (436 pontos)
  • 016. Prince and the Revolution (435 pontos)
  • 017. Yes (434 pontos)
  • 018. Earth Wind and Fire (433 pontos)
  • 019. The Bee Gees (428 pontos)
  • 020. The Rolling Stones (418 pontos)
  • 021. The Beach Boys (414 pontos)
  • 022. Soundgarden (413 pontos)
  • 023. The Who (412 pontos)
  • 024. Steely Dan (411 pontos)
  • 025. James Brown and the JBs (408 pontos)
  • 026. AC/DC (400 pontos)
  • 027. Fleetwood Mac (398 pontos)
  • 028. Crosby, Stills, Nash and Young (396 pontos)
  • 029. The Allman Brothers (394 pontos)
  • 030. ZZ Top (392 pontos)
  • 031. Aerosmith (391 pontos)
  • 032. Cream (390 pontos)
  • 033. Bruce Springsteen & The E Street Band (386 pontos)
  • 034. The Grateful Dead (385 pontos)
  • 035. Guns 'N Roses (381 pontos)
  • 036. Pearl Jam (378 pontos)
  • 037. Boston (377 pontos)
  • 038. Dire Straits (363 pontos)
  • 039. King Crimson (362 pontos)
  • 040. Parliament Funkadelic (361 pontos)
  • 041. Red Hot Chili Peppers (356 pontos)
  • 042. Bon Jovi (355 pontos)
  • 043. Dixie Chicks (353 pontos)
  • 044. Foreigner (352 pontos)
  • 045. David Bowie and The Spiders From Mars (351 pontos)
  • 046. The Talking Heads (348 pontos)
  • 047. Jethro Tull (347 pontos)
  • 048. The Band (344 pontos)
  • 049. The Beastie Boys (343 pontos)
  • 050. Nirvana (342 pontos)
  • 051. Rage Against The Machine (340 pontos)
  • 052. Sly and the Family Stone (338 pontos)
  • 053. The Clash (337 pontos)
  • 054. Tool (335 pontos)
  • 055. Journey (334 pontos)
  • 056. No Doubt (332 pontos)
  • 057. Creedence Clearwater Revival (328 pontos)
  • 058. Deep Purple (325 pontos)
  • 059. Alice In Chains (323 pontos)
  • 060. Orbital (322 pontos)
  • 061. Little Feat (321 pontos)
  • 062. Duran Duran (320 pontos)
  • 063. Living Colour (319 pontos)
  • 064. Frank Zappa and the Mothers of Invention (318 pontos)
  • 065. The Carpenters (317 pontos)
  • 066. Audioslave (316 pontos)
  • 067. The Pretenders (315 pontos)
  • 068. Primus (314 pontos)
  • 069. Blondie (313 pontos)
  • 070. Black Sabbath (309 pontos)
  • 071. Lynyrd Skynyrd (307 pontos)
  • 072. Sex Pistols (306 pontos)
  • 073. Isaac Hayes and the Movement (305 pontos)
  • 074. R.E.M. (304 pontos)
  • 075. Traffic (303 pontos)
  • 076. Buffalo Springfield (302 pontos)
  • 077. Derek and the Dominos (301 pontos)
  • 078. The Jackson Five (299 pontos)
  • 079. The O'Jays (298 pontos)
  • 080. Harold Melvin and the Blue Notes (287 pontos)
  • 081. Underworld (286 pontos)
  • 082. Thievery Corporation (285 pontos)
  • 083. Motley Crue (284 pontos)
  • 084. Janis Joplin and Big Brother and the Holding Company (283 pontos)
  • 085. Blind Faith (277 pontos)
  • 086. The Animals (276 pontos)
  • 087. The Roots (271 pontos)
  • 088. The Velvet Underground (265 pontos)
  • 089. The Kinks (262 pontos)
  • 090. Radiohead (261 pontos)
  • 091. The Scorpions (260 pontos)
  • 092. Kansas (258 pontos)
  • 093. Iron Maiden (257 pontos)
  • 094. Motorhead (253 pontos)
  • 095. Judas Priest (251 pontos)
  • 096. The Orb (239 pontos)
  • 097. The Cure (230 pontos)
  • 098. Coldplay (229 pontos)
  • 099. Slayer (225 pontos)
  • 100. Black Eyed Peas (214 pontos)

O dia que "Black Eyed Peas" for rock, eu vou pro centro pelada e dançando "My Humps" ¬¬'





quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008

Serendipity °

O destino á talvez, a coisa mais certa que existe. Eu acredito nele, acredito no poder que ele exerce sobre nossa vida. Acredito que sua vida você é quem constrói. Mas ele sempre manda seus conselhos, seus 'empurrõezinhos'. Encontrar aquela amiga que você não vê há anos, na praia, é uma coincidência. Encontrar a pessoa que mudara sua vida pra melhor, num site de relacionamentos fútil e banal, é destino. A partir de então, o que você for construir com ela é de responsabilidade de ambas as partes. Você pode escolher ser atriz, ser modelo ou ser pintora. Se você não tiver talento (ou dom) não fica naquilo por muito tempo. O talento ou dom, é o destino. A oportunidade de ser ou não aquilo, vem com o acaso. Quantas vezes já me perguntei "por que nunca trabalhei?; Porque não deu certo naquele lugar? Porque não fui naquela festa? Porque não estudei só um pouquinho? Porque não consegui me inscrever no ProUni?" Há um universo maior que nós nos rodiando. De alguma forma, eu acredito que ele faz as coisas por si só, sempre certas. Talvez se eu tivesse me inscrito no ProUni, ganharia uma bolsa de segunda escolha, me acomodaria áquela situação e não tentaria ser o que realmente quero ser. E o destinho se encarregou de evitar isso. È importante tentar não confundir sinais do destino com coincidências. Às vezes alguém pode te oferecer algo ruim, e você pode achar que é um sinal de que aquilo é o que te espera. Mas não. Pode ser o seu teste final. O teste que precisava pra você te rcerteza de que não quer aquilo pra si. Sua vida é outra. E seus desejos vão além de um simples momento de prazer.
Diz a lenda que quando você encontra algo que estava procurando/desejando há tempos, chama-se destino. E quando você recebe uma segunda chance para viver essa história, chama-se Serendipity.
Nunca desacredite em destino, não deixe sua vida cair ao acaso. Siga seu coração em abslutamente tudo que for fazer, tudo o que for decidir. Experiência própria.

Dica de hoje: Serendipity - Escrito na estrelas (filme) /foto.

O que você pode fazer?

Dia desses passando de carro por uma rua bem movimentada aqui do bairro, vi uma menina que devia ter seus quatro ou cinco anos bem privados. Nesse mesmo dia eu separei muitas roupas da minha irmã de quatro anos, roupas que não servem mais ou ficam grandes demais. Logo que vi aquela menina sentada, no meu fio, ao lado de um carrinho de papelão, desejei dar as roupinhas á ela. Eu devia ter dado. Parado, conversado com ela e pedido pra que ela fosse na minha casa buscá-las. Mas talvez minha timidez tenha contado mais que a minha vontade. Por isso fiquei na vontade. E ainda hoje não esqueço o rosto dela. E ainda hoje se a visse, eu a reconheceria. Tinha cabelos compridos e ondulados. Estava a noite, mas dava pra ver que eram clarinhos, tipo um castanho claro. Ela tava ajeitando no seu pé direito uma sandália da Xuxa ou Angélica, alguma coisa do tipo. A sandália não devia ter sido comprada pelos pais. Por isso devia estar machucando-a, ou ficava grande demais. As roupas da minha irmã ainda estão em casa. Curitiba é uma cidade muito grande. Àlias, foi a primeira impressão que tive quando cheguei aqui, em outubro de 2005. Tudo o que tem em Curitiba parece ser o dobro ou até mais do que Joinville (minha cidade natal) tem. Embora Joinville seja a maior cidade de Santa Catarina, nem se compara a grandiosidade de oportunidades e variadades que há em Curitiba. Mas se um dia eu encontrar com essa menina de novo, eu juro que paro e falo com ela. Tenho certeza que tenho muito a conhecer desta cidade, mas o pouco que conheço e aprendo com ela, é suficiente para gostar cada dia mais de estar aqui. Junto com a curiosidade de conhecê-la mais a fio, vem o medo do que eu possa encontrar nessa caminhada. Quando você sabe que existem crianças que se drogam nas esquinas das ruas e andam assim, sujas e mal alimentadas, você se choca mas segue em frente pra onde quer que esteja indo. Mas quando você vê, você nunca esquece (eu imagino). Aquela menina me marcou, apesar de estar apenas ajeitando sua sandália. Vejo crianças catando papel, correndo de algo, ou te olhando com raiva sempre que saio de casa, vou ao centro. È difícil acreditar que uma delas vai estudar e trabalhar honestamente. E mais difícil ainda é acreditar que uma delas vai viver até cinquenta, sessenta anos. Constituir família e ter orgulho da mesma. Mas a esperança é o que as motiva. E é o que NOS motiva. Ninguém pode mudar a sua vida! Pense assim e você não mudará muita coisa mesmo.

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008

A questão 'tempo'

As pessoas sempre esperam do futuro algo ainda melhor e mais feliz que o presente. Imaginam verões quentes e invernos frios, e não o contrário. O mundo mais justo e mais limpo. As pessoas mais tranqüilas e pacientes. Mas como? Se nesta etapa da vida já parece tudo um caos? Tudo tende á crescer com o passar do tempo, e isso é o que assusta. E não diga que você não se assusta. Todo ser humano tem medo de algo. De envelhecer, de ficar feio (a), de ter um filho vileiro. De perder tudo o que tem, de não ganhar nada. De viver ignorante, ou morrer inteligente e sozinho. Uns têm medo de borboletas, outros de aranhas. Mas ninguém nesse mundo vive sem medo. E o medo, é o que nos impulsiona á sentir sensações como adrenalina e tesão (porque não? oO) Eu tenho medo de quase tudo, por sinal. Perder alguém que amo é meu maior medo. Seguido de fazê-lo (a) chorar e decepcioná-lo (a). Não há nada pior na vida que sentir-se culpada (o) por fazer alguém infeliz, tem? Andamos em busca da perfeição todos os dias, como se um dia fossemos conquistá-la. Esperamos que sejamos melhores no futuro, como se não fossemos bons o suficiente hoje. Eu gosto mais de mim agora, do que no passado. Quem não diz que no futuro posso gostar mais de mim como era no passado, ou seja, o hoje? O futuro é incerto, e isso é a coisa mais certa já falada. Talvez eu faça letras e jornalismo, trabalhe numa rádio e escreva pra uma revista; mas não seja feliz. Ou quem sabe eu seja. Ah sim, e "tá" aí mais um medo meu: não ser feliz. Mas esse é um medo meio que 'de todo o mundo', né? Porque ninguém quer ser infeliz, ora. Mas o pior de todos os medos é temer morrer. Porque quanto a isso, você é impotente. Você pode se afastar das aranhas e das borboletas; você pode buscar a felicidade todos os dias á sua forma e pode ser um pouco mais carinhosa (o) com as pessoas que ama...mas não pode definir como e quando vai morrer. "Quando" vai morrer. Isso também te assusta. E já imaginei tantas vezes como seria morrer agora. Embora esse 'agora' seja relativo (passado/presente/futuro) o 'agora' sempre é ruim. Você nunca quer morrer, você quer ver o que tem amanhã na tevê, ou como estará o dia amanhã, ou passar mais um dia ao lado daquela pessoa :) Mas não quer morrer. E por isso cuida da sua saúde (mentira!) e cuida da sua mente (verdade!) e do seu coração, cultivando os mais sinceros e bons sentimentos. Só. E espera. Espera pelos 18, pelos vinte, pela faculdade, pelo filho (a) e pelo marido (que chegou antes de tudo...rs). E vive os dias com muita intensidade. Ri como se nunca mais fosse rir. Esgota suas forças fazendo o que há de melhor oO E beija aquela pessoa como se fosse o último beijo dado. VIVE, ora bolas :D

sábado, 16 de fevereiro de 2008

"Aproveite bem...

... o máximo que puder, o poder e a beleza da juventude. Ou então, esquece. Você nunca vai entender mesmo o poder e a beleza da juventude até que tenham se apagado. Mas pode crer, daqui a vinte anos, você vai evocar as suas fotos e perceber de um jeito que você nem desconfia hoje em dia quantas, tantas alternativas se escancaravam à sua frente. E como você realmente estava com "tudo em cima". Você não está gordo, ou gorda. Não se preocupe com o futuro. Ou então preocupe-se, se quiser, mas saiba que "pré-ocupação" é tão eficaz quanto mascar chiclete para tentar resolver uma equação de álgebra. As encrencas de verdade em sua vida tendem a vir de coisas que nunca passaram pela sua cabeça preocupada, que te pegam no ponto fraco às quatro da tarde de uma terça-feira modorrenta. Todo dia enfrente pelo menos uma coisa que te meta medo de verdade. Cante. Não seja leviano com o coração dos outros, não ature gente de coração leviano. Use fio dental. Não perca tempo com inveja. Às vezes, se está por cima; às vezes, por baixo... A peleja é longa e, no fim, é só você contra você mesmo. Não esqueça os elegios que receber, esqueça as ofensas. Se conseguir isso, me ensine. Guarde as antigas cartas de amor. Jogue fora os extratos bancários velhos. Estique-se. Não se sinta culpado por não saber o que fazer da vida. As pessoas mais interessantes que conheço não sabiam aos 22 o que queriam fazer da vida. Alguns dos quarentões mais interessantes que conheço ainda não sabem. Tome bastante cálcio. Seja cuidadoso com os joelhos: você vai sentir falta deles. Talvez você case, talvez não. Talvez tenha filhos, talvez não. Talvez se divorcie aos 40, talvez dance ciranda em suas bodas de diamante. Faça o que fizer, não se auto-congratule demais e nem seja severo demais com você. As suas escolhas têm sempre metade das chances de dar certo. É assim para todo mundo. Desfrute de seu corpo, use-o de toda maneira que puder mesmo. Não tenha medo de seu corpo ou do que as outras pessoas possam achar dele. É o mais incrível instrumento que você jamais vai possuir. Dance... Mesmo que não tenha onde, além de seu próprio quarto. Leia as instruções, mesmo que não vá segui-las depois. Não leia revistas de beleza. Elas só vão fazer você se achar feio.Dedique-se a conhecer os seus pais. É impossível prever quando eles terão ido embora, de vez. Seja legal com os seus irmãos. Eles são a melhor ponte com o seu passado e, possivelmente, quem vai sempre mesmo te apoiar no futuro. Entenda que amigos vão e vêm. Mas nunca abra mão de uns poucos e bons. Esforce-se de verdade para diminuir as distâncias geográficas e destinos de vida, porque quanto mais velho você ficar, mais você vai precisar das pessoas que conheceu quando jovem. More uma vez em Nova Iorque, mas vá embora antes de endurecer. More uma vez no Havaí, mas se mande antes de amolecer. Viaje. Aceite certas verdades inescapáveis: os preços vão subir, os políticos vão saracotear, você também vai envelhecer. E quando isso acontecer, você vai fantasiar que quando era jovem os preços eram razoáveis, os políticos eram decentes e as crianças respeitavam os mais velhos. Respeite os mais velhos. Não espere que ninguém segure a sua barra. Talvez você arrume uma boa aposentadoria privada, talvez case com um bom partido, mas não esqueça que um dos dois pode, de repente, acabar. Não mexa demais nos cabelos, senão quando você chegar aos 40, vai aparentar 85. Cuidado com os conselhos que comprar, mas seja paciente com aqueles que os oferecem. Conselho é uma forma de nostalgia. Compartilhar conselhos é um jeito de pescar o passado do lixo, esfregá-lo, repintar as partes feias e reciclar tudo por mais do que vale (...) "

Pedro Bial

Ah, assista "Click", tem muito a ver com esse texto ;)

terça-feira, 12 de fevereiro de 2008

Ricordo


O que acontece quando você remexe em coisas antigas? Das duas uma: começa a lembrar de coisas vividas e especiais, e/ou começa a espirrar pelo pó. E lembrar de coisas especiais e antigas lembra uma palavra chamada 'nostalgia'. Quando você vê sua realidade, lembra-se do passado e sente falta daquilo, sabe? Quando você tinha alguma importância e ria sinceramente mais do que ri hoje, com ela. E eram tão mais amigas e tão mais 'mãe e filha'. Era um sorvete ou uma bobagem dessas qualquer, que ela comprava de monte e vocês ficavam vendo tv até tarde rindo baixinho pros outros que moravam na casa não escutar. Nos verões, dias de sol, quentes e úmidos, pegava os biquínis e mochilas pra ir pra praia. Assim. Farofeiras mesmo. Voltavam torradas do sol, mas pelo menos não ficavam vendo Gugu ou Faustão. E porque tudo não é como foi? As pessoas crescem, mas nem por isso tudo tem que mudar.
Me peguei vasculhando uma bolsa velha dela, e achei um cartãozinho não tão velho que eu dei pra ela. Estava no ônibus, quando uma senhora veio me oferecer cartões daqueles de 1 real, cinquenta centavos. Fiquei com um pra ajudar a senhora, um sobre mãe. Coloquei sobre a mesa da cozinha com a parte de trás virada pra cima e escrito "para mãe", à noite. Pela manhã, ele não estava mais lá. E ela guardou, tanto que ainda guardava lá, na bolsa velha. Mais do que numa bolsa velha, espero que ela guarde no coração que apesar de tudo, eu a amo. E tanto que ela já me fez chorar. E tantas vezes que a odiei ela com tanta decepção. Nada disso importa. Nada disso ficou. Eu a amo. E dias como esses que citei acima, eu sempre levarei comigo pela vida. Mãe é um bicho complicado. A dos outros é sempre mais legal, mais atenciosa e carinhosa. Porém, dizem que toda mãe é igual, sendo assim, a frase anterior não faz sentido. Uma coisa é certa: quero que um dia minha filha possa lembrar de verões felizes na praia e de ver tv comendo besteira comigo. Isso é o que fica!

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008

Eis a questão ;)

Ter ou não ter namorado
Artur Távola

Quem não tem namorado
é alguém que tirou férias não remuneradas de si mesmo.
Namorado é a mais difícil das conquistas.
Difícil por que namorado de verdade é muito raro.
Necessita de adivinhação, de pele, de saliva, lágrimas, nuvem, quindim, brisa ou filosofia.
Paquera, gabiru, flerte, caso, transa, envolvimento, até paixão é fácil.
Mas namorado é mesmo difícil.
Namorado não precisa ser o mais bonito, mas ser aquele a quem quer se proteger e quando se chega ao lado dele a gente treme, sua frio e quase desmaia, pedindo proteção.
A proteção dele não precisa ser parruda, decidida ou bandoleira, basta um olhar de compreensão ou mesmo de aflição.
Quem não tem namorado não é quem não tem amor, é quem não sabe o gosto de namorar.
Se você tem três pretendentes , dois paqueras, um envolvimento e dois amantes, mesmo assim pode não ter um namorado.
Não tem namorado quem não sabe o gosto de chuva, cinema sessão das duas, medo do pai, sanduíche de padaria ou drible no trabalho.
Não tem namorado quem transa sem carinho, quem se acaricia sem vontade de virar sorvete ou lagartixa e quem ama sem alegria.
Não tem namorado quem faz pactos de amor apenas com a infelicidade.
Namorar é fazer pactos com a felicidade ainda que rápida, escondida, fugidia ou impossível de durar.
Não tem namorado quem não sabe o valor de mãos dadas, do carinho escondido na hora em que passa o filme, de flor catada no muro e entregue de repente, de poesia de Fernando Pessoa, Vinícius de Moraes ou Chico Buarque lida bem devagar, de gargalhadas quando fala junto ou descobre a meia rasgada, de ânsia enorme de viajar junto para a Escócia ou mesmo metrô, nuvem, cavalo alado, tapete mágico ou foguete interplanetário.
Não tem namorado quem não gosta de dormir agarrado, fazer sesta abraçado, fazer compras junto.
Não tem namorado quem não gosta de falar do próprio amor, nem ficar horas e horas olhando o mistério do outro dentro dos olhos dele, abobalhados de alegria pela lucidez do amor.
Não tem namorado quem não redescobre a criança própria e do amado e sai com ela para parques, fliperama, beira d´agua, show de Milton Nascimento, bosques enluarados, ruas de sonho ou musical do metrô.
Não tem namorado quem não tem música secreta com ele, quem não dedica livros, quem não recorta artigos, quem não se chateia com o fato de seu bem ser paquerado.
Não tem namorado quem ama sem gostar, quem gosta sem curtir, quem curte sem se aprofundar.
Não tem namorado quem nunca sentiu o gosto de ser lembrado de repente no fim de semana,
de madrugada ou no meio dia de sol em plena praia cheia de rivais.
Não tem namorado quem ama sem se dedicar, quem namora sem brincar, quem vive cheio de obrigações, quem faz sexo sem esperar o outro ir junto com ele.
Não tem namorado quem não fala sozinho, não ri de si mesmo e quem tem medo de ser afetivo.
Se você não tem namorado porque não descobriu que o amor é alegre e você vive pesando duzentos quilos de grilos e medos, ponha a saia mais leve, aquela de chita, e passeie de mãos dadas com o ar.
Enfeite-se com margaridas e ternuras escove a alma com leves fricções de esperança.
De alma escovada e coração estouvado, saia do quintal de si mesmo e descubra o próprio jardim.
Acorde com gosto de caqui e sorria lírios para quem passar debaixo de sua janela.
Ponha intenções de quermesse em seus olhos e beba licor de conto de fadas.
Ande como se o chão estivesse repleto de sons de flauta e do céu descesse uma névoa de borboletas, cada qual trazendo uma pérola falante a dizer frases sutis e palavras de galanteria.
Se você não tem namorado é porque ainda não enlouqueceu
aquele pouquinho necessário a fazer a vida parar e de repente começar a fazer sentido.

é isso aí. ele por si só, já basta!

Tenho escutado tanto ° °


A música do Radiohead, aqueeela do supermercado, tem estado no "repeat" a tantos dias. Fake Plastic Trees tem um segredo, que eu ainda não consegui captar. Mas este segredo é o que a torna tão depressivamente enjoativa. No meu caso, nem um pouco enjoativa.Então que este permaneça em segredo mesmo. Em "The Bends", o Radiohead emplaca com vários 'hits', mas este meus caros, é o mais emocionante com certeza. Uma canção que fala das árvores de plástico e seu regador verde de plástico e suas coisas artificiais parece coisa de retardado, não? A primeira vista pode parecer, mas vamos, você consegue ir além do que parece e interpretar essa letra, não? ;)
ÁRVORES ARTIFICIAIS DE PLÁSTICO
(Radiohead)

Seu regador verde de plástico
para sua imitação chinesa de planta feita de borracha
na terra artificial de plástico
que ela comprou de um homem de borracha
em uma cidade cheia de planos de borracha
para se livrar de si mesma
Isto a desgasta
Ela mora com um homem quebrado
um homem de polistireno rachado que só se esfarela e
se queima
Ele costumava fazer cirurgia para garotas nos anos
oitenta
mas a gravidade sempre vence
E isto o desgasta
Desgasta
Ela parece verdadeira
Ela tem sabor verdadeiro
Meu amor artificial de plástico
Mas não posso evitar o sentimento
Eu poderia explodir através do teto se eu simplesmente
me virar e correr
E isto me desgasta
Se eu pudesse ser quem você queria

o tempo todo.

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008

O verdadeiro Carnaval!

Não é o de Salvador. Não que eu seja "quadrada", talvez neste aspecto eu até seja, mas convenhamos né? O Carnaval brasileiro está mais para "festa da promiscuidade'' que outra coisa. Mulheres semi-nuas, se não completamente nuas. Pessoas embriagadas e nojentas, á fim de 'pegar' qualquer um e no dia seguinte usar a desculpa de que foi um "amor de carnaval". Sabe onde acontece o verdadeiro carnaval? Em Veneza. A cidade por si só já é um encanto, mas no carnaval ela se torna ainda mais mágica. È um dos, se não a única cidade que manteve as verdadeiras tradições do carnaval. A festa é um grande baile de máscaras, onde óbviamente, todos ficam mascarados. E é cada máscara linda, que justifica o seu valor comercial oO Todos trajados e irreconhecíveis, se divertem na brincadeira de tentar reconhecer um ao outro por trás das máscaras. A festa é feita pelas pessoas e para as pessoas, e isso é o melhor dela. È o ponto alto da iniciativa e da liberdade individual de cada um se mascarar em função da sua fantasia ou desejo de encarnar um personagem ou uma indentidade completamente diferente daquela que tem de assumir durante o ano. O grande trunfo do mascarado está no seu completo anonimato. Em muitos casos, até é difícil dizer se é homem ou mulher. Quem sabe por detrás da máscara não está um artista famoso, que por um bom disfarce, se diverte livremente num mar de gente, longe dos "paparazzi" O carnaval de Veneza acontece de 5 á 16 de fevereiro, claro, em Veneza. Se um dia vc pretende ir á este carnaval, prepare o bolso para comprar a máscara mais barata que conseguir (que ainda assim saíra caro) - Dica esta dada por uma amiga de uma pessoa que conheço, que já foi á esse carnaval.
Veneza ainda conserva toda a mística do carnaval. Por isso, atrai todos os anos milhões de visitantes. Veneza já é pequena, imagine em uma festividade tipo Carnaval/Natal/Páscoa. Ainda prefiro visitá-la (um dia) numa época do ano mais tranquila, pra que eu possa conhecê-la :)
Contudo, veêm semelhanças com o carnaval brasileiro? Qual o propósito da festa nacional? Qual o objetivo dela? Ah, o Brasil possui muitas belezas e riquezas ÚNICAS, mas certamente, o carnaval não se inclui nisso. Mas eu adoro o feriado :D

terça-feira, 29 de janeiro de 2008

Verão?


Logo parece mais inverno que outra coisa. Meu Deus! Quando seu corpo está em movimento nem sente os pés e as mãos congelarem, mas é parar pra sentir isso e se perguntar: já estamos no inverno? Para os desavisados de plantão, isso ainda é verão, e será verão até 21 de março. Quando tais 'variações climáticas' ocorrem dessa forma que pega qualquer certinho desprevinido, a gente sempre lembra do tal do aquecimento global. E não é por acaso. Ainda discute-se muito a verdadeira causa desse fenômeno, mas os cientistas/metereologistas e climatólogos já afirmam que o principal influenciador do desiquilibrio ecológico que resulta no aquecimento do ar da terra, dos oceanos, enfim, seja mesmo o Homem. A sensação de se estar no verão em pleno inverno e vice e versa, já se torna comum num país como o Brasil. Disse bem: COMUM, não normal. Portanto meus amigos, joguem o lixinho naquela grande, suja e brega latinha que coincidentemente ou não, chama-se LIXO! Preservar e reciclar ainda é o melhor remédio. Já que a conscientização parece não dar muito certo com os brasileiros.

segunda-feira, 28 de janeiro de 2008

Assim seja...


Futuro Jornalista:
1º Não terás vida pessoal, familiar ou sentimental.
2º Não verás teu filho crescer.
3º Não terás feriado, fins de semana ou qualquer outro tipo de folga.
4º Terá gastrite, se tiver sorte. Se for como os demais, terá úlcera.
5º A pressa será teu único amigo e as suas refeições principais serão os lanches, as pizzas e o China in Box.
6º Teus cabelos ficarão brancos antes do tempo, isso se te sobrarem cabelos.
7º Tua sanidade mental será posta em cheque antes que completes 5 anos de trabalho.
8º Dormir será considerado período de folga, logo, não dormirás.
9º Trabalho será teu assunto preferido, talvez o único.
10º A máquina de café será a tua melhor colega de trabalho, porém, a cafeína não te fará mais efeito.
11º Terás sonhos, com entrevistados, e não raro, resolverás problemas de trabalho neste período de sono.
12º Exibirás olheiras como troféus de guerra.
13º E, o pior... Inexplicavelmente gostará de tudo isso.......
Considerando que não gosto de café, PERFEITO! :D...

Assim espero que seja...rs

quinta-feira, 24 de janeiro de 2008

Alguém me vê um 'Rivotril'?


A insônia fode (ops!) com a desejada noite de sono de qualquer um. Mas quando você fica lendo o significado de palavras desconhecidas (na internet), pesquisando e conhecendo muita coisa, pode-se dizer que você está na tão aclamada e desejada (também) "insônia produtiva". Mas esta insônia produtiva é variável. Pode ser produtiva pra você, como pode não ser pra outro. Sabe, falar não é muito fácil. Por isso escolhi escrever (dã!) rs Às vezes as costas doem, e você arruma a postura. Pensa em comer, mas sua fome é outra. È aquela insaciável busca por qualquer coisa que te faça, escrever! Olha pro teclado, ouve Legião, busca lá no fundo algum fato do dia, interessante e que mereça ser lembrado. Mas sua busca não obtém sucesso. Então do que você pode falar? Não invente nada (regra n°1 do jornalista: ser fiel a cada fato!). Mas você pode criar ( "o bom jornalista deve ser criativo!") rs E BINGO! Fez-se a solução para sua insônia: criar! E tenho tantas histórias na minha mente ('cabeça' é o externo, né gente ¬¬). A pessoa está empolgada e em extase, agora é que não dorme mesmo.

- "Faz tempo que uma moça me assombra, querendo que eu conte sua história. E ela era tão indiferente. Do rosa e azul, ela ficava com amarelo. Do aroma das flores e o da lavanda, ela preferia o neutro. Não era santa, tão pouco, má. Nutria uma forte vontade de criar a solução. Pra guerra, pra escassez de água, pra fome, pra injustiça/corrupção. Ela queria fazer a diferença. E pensava nisso todos os dias. Ela tinha uma amizade, que por ela, passaria disso. Alguém que a conhecia tão bem que dava medo. E eles eram eternos amantes. Da vida, das artes, do perigo e da adrenalina. Ela temia que, na tentativa de amá-lo, pudesse findar a amizade mais que importante pra ela. E olhando pra ele, com vontade de lhe falar, ela cai. Quando acorda, ela recebe a notícia que mudara sua vida, pra sempre. Um ano, aproximadamente, ela tinha para fazer a diferença, e criar 'a solução'. A vida, que agora é finita, torna-se ainda mais interessante para ela, pois é cronometrada. Ela não admite pena. Mas se preocupa com seus sonhos, que não serão realizados. Ele está com ela o tempo todo, e por amor. E antes que essa coragem vá embora, ela lhe fala. E eles vivem uma linda história de amor (infinita). O mundo parece mais justo com ela. Mas agora ela quer ficar e viver com ele o que sempre sonhou. O tempo se esgota e é aí que ela percebe o que acontecerá. Pessoas choram por antecipação. È uma corrida contra o tempo. Uma vida sem deveres, aproveitando apenas as coisas prazerosas, pois não há tempo. Ela quer gritar, mas só consegue
imaginar tal cena. No fim, ela encontrou a solução. A solução pra dor dos que ficão, a solução pra que ela possa continuar, e tentar encontrar outras soluções, viver uma vida que foi interrompida: ela tem um filho." -

fragmento dessa história ainda sem nome.

Despertada e pensativa, recolho-me á cama.
Buona notte

Where is the peace?


"fala-se em paz, enquanto a força bruta
domina regiões por toda a terra;
em vez de amor, os homens fazem guerra
e o ódio cego corações enluta.

é doloroso ver alguém que enterra
parentes, que por nada se executa
na guerra bestial é insana a luta,
que, infelizmente, nunca mais se encerra.

pra quê, então, dizer que a paz existe,
enquanto uma criança magra e triste
te implora alguma coisa pra comer?

não passa, assim, a paz de uma utopia,
proclamada com muita hipocrisia
por gente que não sabe o que é sofrer..."

Você pode sentir?



Ah, mas não é nada, é só a solidão fazendo morada em um coração, vazio e cansado, que vê-se machucado.

"
Olho para o vazio...
Noite fria.
A solidão é a companhia.
As lágrimas caem,
rolam pela face doída.

No peito a angústia cresce,
as perguntas ficaram sem respostas,
mas não calam...

Onde errei?
Onde erramos?

Sozinha, morro um pouco a cada dor..."

"
Decepção...
Uma coisa que fez meu coração
cair em dor e escuridão,
tantas vezes...

Agora fez meu coraçao
congelar..."

Grandes exemplos de hipérbole, não acha?rs
Cuidado com suas brincadeiras. Às vezes elas podem acabar te machucando (fato!)


Coisas que acontecem e a gente fica assim :O




Um dos meus filmes favoritos "10 Coisas que eu odeio em você" (10 Things I hate about you) um filme de 1999, estrelado por Julia Stiles e
Heath Ledger.
O filme é uma adaptação de 'A Megera Domada', peça de Shakespeare, para os dias atuais. Conta a história de uma garota, mimada e vaidosa que quer namorar o ganharão da escola (bléhhhh), mas só pode namorá-lo se sua irmã mais velha também namorar (estou me refirindo á Julia Stiles - muito conhecida álias pelo seu papel em "O Ultimato Bourne") ,pois bem, esta não é muito 'feminina' tão pouco interessada em garotos. Mas aí que entra Heath Ledger. Contratado pela irmã mais nova da moça, ele tenta seduzir Kat (Julia S.), entrando numa longa e árdua jornada para conquistar o coração aparentemente de pedra da mocinha. O fim é lindo e água com açúcar também, diga-se de passagem :) Mas vale a pena ver ;) Porque falei deste filme hoje? Por que é meu filme favorito com Heath Ledger, que nesta semana foi encontrado morto em seu apartamento, em N.Y. A causa da morte ainda é um mistério. Mas encontraram várias substâncias ilegais e desconhecidas junto á ele, e outras mais comuns, como remédio pra dormir, pra depressão etc... Sabe-se que ele estava muito triste pelo rompimento com sua ex mulher e por não poder passar o fim de ano com sua filha, de 2 anos. Um ex assistente de modelos disse ter visto ele usar cocaína. Overdose não é uma causa de morte tão desconhecida assim. No Brasil mesmo temos vários casos de artistas que morreram por ingerir uma quantidade muito grande de substâncias variadas, entre eles a própria Cássia Eller. Ninguém disse que ele morreu assim, mas tenho minhas suspeitas. Infelizmente é comum um artista novo, no auge do sucesso, buscar um meio a mais de excitação. O motivo pra mim ainda é uma incógnita, pois são pessoas que têm tudo do bom e do melhor (aparentemente). Mas é aí que entra a velha discussão: até que ponto o dinheiro traz felicidade?
"
Odeio o modo como fala comigo
E odeio quando corta o cabelo
odeio como dirige meu carro
e odeio seu desmazelo
odeio suas botas de combate
e como consegue ler minha mente
eu odeio tanto isso em você que até me sinto doente
eu odeio, odeio como está sempre certo
e odeio quando mente
odeio quando me faz rir
e mais ainda quando me faz chorar
odeio quando não está perto
e o fato de você não me ligar
Mas odeio principalmente não conseguir te odiar, nem um pouco, nem por um segundo, nem mesmo só por te odiar."
O poema do filme, na íntegra.

quarta-feira, 23 de janeiro de 2008

Como é que se começa isso?


Muito bem! Hoje estou entrando neste mundo novo e complicado de blogger. O fotolog é muito mais fácil de se criar, configurar e descriar...fala sério! Mas tive vontade de montar um blog tb, e cá estou eu, ocupando o tempo ocioso que me resta nessas férias mais que prolongadas. Planos para 2008? Conseguir de alguma forma, começar 2009 na faculdade :) O curso? Mais que escolhido! Comunicação Social, Jornalismo :) Porque desde os 15 anos já tinha me decidido por esta profissão. Uma coisa que eu fazia diferente das meninas da minha idade, era ouvir rádio. Ficava até madrugada com o rádio colado no ouvido escutando a Ràdio Atlântida lá de Jlle (Joinville). Hoje em dia ela (a rádio) está uma desgraça. Tocando até pagode. Mas tb, não era o repertório da rádio que me segurava até altas horas da noite, os programas chamavam a minha atenção e eu ficava lá, ouvindo e rindo sozinha das palhaças e das curiosidades contadas com muito bom humor. De todos os programas, eu gostava mesmo era do programa "Y" (isso mesmo, a 25ª letra do alfabeto servia de nome para o programa, 'estrelado' por Gerson Pont, Eron Dalmolin e L.Potter, sem contar os vários personagens de Eron : Papaéu, Charlotte, Zé Idaí...rs) O papaéu era o máximo!! Pense num colono chamado Botelho Pinto Papaéu....rs Hoje nem mesmo Eron Dalmolin trabalha mais na rádio. Mas oq me fazia ficar até 3 da manhã ouvindo a rádio, era o "Pijama Show". E tentar explicar como este programa era bom, é uma coisa que só quem já ouviu sabe do que 'tô' falando. Cabe deixar aqui minhas lembranças desse tempo em que foi despertado em mim, a adoração pela comunicação não só visual. È o falar e divertir as pessoas, atráves desse meio de comunicação quase que extinto hj em dia! Saudações! (como dizia Everton Cunha)