quinta-feira, 6 de março de 2008

Rising, rising in my veins. Looks like it's happened again....

E eu não canso de ouvir, ver, gostar, lembrar.


Pois é!



Uma coisa é certa: para querer dar valor á algo ou alguém, pense em perdê-lo. Com o tempo, o tempo vai diminuindo, é normal. Você começa a ter interesses que exigem esse seu tempo, que antes era em vão. E é exatamente aqui que você começa a dar valor ao tempo que te sobrava. E o mais curioso é que mesmo antes de você perder este tempo precioso e ocioso, você sabia que iria perdê-lo. Mas como eu disse, é normal. A gente sempre questiona aqueles velhos ditados populares e eu particularmente sempre achei meio manjado. Mas a medida que o tempo passa, você percebe como eles sempre têm razão. Nunca se pode ter tudo, sempre se há de abrir mão de alguma coisa pra outra coisa. E esse tempo que falta pode ser crucial pra definir, redefinir, ou esclarecer alguma (s) coisa (s). Colocando o tempo num relacionamento, a distância entre duas pessoas, temos a saudade que nem sempre pode ser boa. Na verdade, a saudade nunca é boa. As lembranças que ela nos traz podem ser, mas ela em si não é. Porque você quer sentir o cheiro daquela pessoa, mas não pode. Você quer tocar-lhe, mas ele não está aqui (ali). Você quer falar olhando nos olhos, mas os olhos dele parecem longes demais pra isso. Àlias, parecem distantes demais de vocês. Enquanto falta tempo pra você, sobra tempo pra ele. E nesse tempo ocioso ele pensa em fazer coisas que são normais, não pra você. Mas é só questão de acostumar. Acostumar a não ver bem menos ele. Acostumar a ir dormir tarde imaginando quando vai poder ver ele. Acostumar a sentir a ausência do cheiro dele. Acostumar a conviver todo dia com pessoas que não te interessam, mas estão ali dizendo Oi. Acostumar a usar seus sábados pra ficar a tarde toda no cursinho, e parte dos domingos ás vezes. Acostumar a sentir-se mais segura, porém mais só. Acostumar-se com a vida que põe um obstáculo sempre a sua frente, e sempre vai pôr, e sempre será assim.