È um pássaro, um avião, uma abelha sangue-suga devoradora de aulas e livros? Não, sou eu mesma! Chegando pra atualizar esse blog. Dia desses meu namorado perguntou - " Você abandonou o blog?" - e eu disse " é que estou sem inspiração." Mas esse não é o nome do blog? Portanto, cá estou eu pra contar-lhes algumas das aventuras que tenho vivido. Primeiro que andando de ônibus, cada dia vivo uma aventura distinta da outra. Mas tem sempre uma gorda folgada e egoísta que não oferece-se pra segurar minha bolsa. Não que seja obrigação dela. Trata-se mais de gentileza e bondade. Com o ônibus lotado em plenas 18:00hs sempre tem aquela pessoa bacana que olha pra você, para o seu braço cansado e diz "Quer que eu segure sua bolsa?" Mas tem gente que não diz; ou tem aquele trabalhador cansado, aparentando estar com o desodorante vencido, isso se estiver usando-o; aqueles apressados estúpidos que não são capazes de esperar as pessoas descerem do ônibus; e ainda tem aqueles que usam desodorante, mas esse chega a ser tão ou mais fedido do que se não estivesse usando. Mas nada, nada que citei é tão intragável quanto ELA. Eu faço o mesmo trajeto todas as noites. Uma rotina que era interessante no começo, agora é um pouco "rotineira". Mas costumo ver as mesmas pessoas todos os dias, embora não conheça nenhuma delas. Na ida é sempre difícil sentar e ler. Mas na volta geralmente consegue-se esse milagre. Mas é ela entrar no ônibus que a concentração máxima que você obteve pra prestar atenção no enredo, desaparece. Em volta á murmúrios e o som das ruas, a gente sempre consegue encontrar um silêncio pra ler e entender a história que se lê. Mas com ela cantando alto, falando alto, dançando e falando palavrão alto, o silêncio se perde, e perde pra ela. O que me indaga é que não sou só eu que não gosto da presença dela. Todos cochicham quando ela entra com aqueles dreads nojentos que você fica imaginando como ela lava, se ela lava. Todo mundo se irrita quando ela canta funk ou Latino. Mas ninguém disse alguma vez "Cala a boca" ou algo parecido. E eu tenho tanta vontade de falar isso, ou coisa parecida. Ler com ela do lado é quase impossível. Mas tem dias que ela não entra. E a gente vê ela fora do ônibus berrando com seus amigos tão idiotas quanto ela. Nesse instante nossos tímpanos agradecem e nossa leitura também.
Um comentário:
te amo coisinha.. ;)
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