quarta-feira, 27 de maio de 2009
Frustrações
Sempre que tem um trabalho novo pra fazer eu começo a pensar nos detalhes, no que posso fazer, na apresentação e em como todos vão gostar. Mas quase sempre nunca dá tudo certo. Ou então é um evento planejado (como meu aniversário do ano passado), algo que eu espero muito e tento fazer com que tudo dê certo; e dá tudo errado. Existem tantas frustrações por que já passei. Bem que gostaria de esquecê-las e partir pra frente, mas elas ficam, marcadas como péssimas lembranças. È angustiante você ver algo pelo qual você esperou muito ir embora feito água num ralo de pia, sem volta, sem segunda chance, sem bis. Tentando mudar um pouco o foco do assunto, gostaria que soubesse que todos os dias, nem que seja por alguns segundos somente, eu penso no meu avô que se foi. Penso no quanto eu odeio ir ao hospital e ver gente doente; no quanto eu não quis vê-lo e ao mesmo tempo pensei que deveria vê-lo. E como foi "bom" ter entrado naquele quarto. Se eu não tivesse entrado e visto como ele realmente estava, certamente eu teria esperanças de que ele voltasse e desejasse tanto isso que até poderia acontecer realmente, sei lá. Mas a verdade é que não gostaria mesmo que ele voltasse, não depois de ver como ele estava. Minha vó sofreria dia após dia; cada um de nós sofreria dia após dia e ele sofreria vendo tudo. E sofreria muito. Se eu não o tivesse visto eu ficaria frustrada. Mas dessa frustração eu não sofro. Tem coisas que andam entaladas na minha garganta e que eu até possa desentalar algum dia, outras não.
terça-feira, 10 de março de 2009
Um carnaval atrasado.

O mais planejado, o mais esperado. Ah, o carnaval passado! Domingo pela manhã saímos cedo de Curitiba rumo a qualquer lugar (saímos nós dois, eu e o Vitor). Sabíamos de alguns lugares onde poderíamos encontrar uma pousada com vagas e não muito cara. Vimos uma pela internet que nos pareceu maravilhosa. Chegamos até ela no domingo de manhã. E o paraíso fica situado na praia de Barra Velha, Santa Catarina, é claro! Um lugar simples, humilde, e até um pouco degradado pelo tempo. Mas maravilhoso pela sua localização. E a sensação de dormir ao som do mar e das ondas é indescritível!!Não bebemos, não farreamos, não participamos de nenhuma bacanal ou coisa que lembre um carnaval, mas foi MARAVILHOSO. Fizemos o trato de não brigarmos, para não estragar aquele clima de lua-de-mel em que estávamos. Mas claro, nem sempre é possível. Uma coisinha ali, outra coisinha aqui, e estávamos discutindo ou um de cara com o outro. Mas nada que se compare com a confortabilidade de se estar num lugar tão gostoso como a Pousada La Luna. A praia em si estava brava demais. O sol abençoou o tão esperado feriado. Parece até que sabia o quanto eu estava esperando por isso. Lá nós estávamos isolados de tudo e de todos. Esqueci meu celular em Curitiba. Não usamos relógio e nem levamos máquina fotográfica. Sem noção de tempo, comíamos quando dava fome; dormíamos quando dava sono, acordávamos quando o calor do sol penetrava o quarto e nos fazia despertar. Este foi o nosso refúgio de carnaval, e pra lá, eu quero um dia voltar.
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