domingo, 17 de outubro de 2010

è só que,

Você já não sentiu vontade de dizer "parem o mundo que eu quero descer!" ou "não quero mais brincar de ser grande!". Tô assim. Cansa! Cansa ser "grande" e ter que PRECISAR de dinheiro; mas por outro lado é minha hora de conhecer e aprender sobre minha futura profissão. Estava conversando com uma das minhas professoras, ela concordou comigo. É complicado! Eu poderia trabalhar em um emprego "de verdade" e ganhar aí os meus R$ 900/ mil reais. Mas tipo, numa loja, num comércio, em algo nada a ver comigo. No entanto estou fazendo um estágio na área, que me dá tempo para fazer os VÁRIOS trabalhos da faculdade...mas não estou completamente feliz pois, nunca tenho dinheiro. Considerando o fato de que quero casar, com R$ 450 por mês não dá, concorda? Até porque não sou o tipo que gosta de ficar pedindo dinheiro pra outra pessoa...mal tinha coragem de pedir R$ 10 pra minha mãe. É complicado! A gente nunca tá 100% feliz. Ás vezes me bate uma tristeza...sempre nessa frustração de querer fazer tantas coisas, tantos cursos, comprar mais livros e dvd's. Mas nunca dá. Nunca, nunca dá. Aih! Por outro lado, sinto que estou no caminho certo e que, um dia, tudo isso valerá a pena e eu seria muito bem recompensada. Será? Na pior das hipóteses, penso que poderia ser pior e, afinal, eu estou feliz assim. Não como gostaria, mas tô. Ah, não dá pra reclamar. Eu tenho uma família, um namorado que me ama e quer formar outra família comigo, tenho saúde pra conquistar muitas coisas e viver independente de qualquer pessoa, encontrei o curso que eu amo fazer, sei bem o que quero pra minha vida...ah, tenho uma afilhada linda e muitos, muitos sonhos pra realizar aí nos próximos anos.

sábado, 2 de outubro de 2010

A Surpresa!


Hoje era para ser mais um daqueles dias onde nada de novo aconteceria - talvez a comida do restaurante os compramos marmita, talvez - mas nada inspirava coisas novas, muito menos boas. Eis que perto do almoço toca o interfone e um rapaz diz que há uma entrega para MIM. Pensei se não tinha comprado algo no Submarino - não! Algo no Mercadolivre? Não! Fui chegando perto do portão e vi que ele segura um papel pequeno - será uma carta da Fernanda?? Mas faz tanto tempo que ela não me escreve e nos falamos ontem pelo msn. Confuso! Fui chegando mais perto, fixa no papel que ele segurara. Até que ele saiu de trás do muro e puder ver o que carregava no outro braço. Um lindo arranjo de rosas vermelhas, com uns bombons e um cartão cor de rosa. Juro, pensei que fosse brincadeira. Pior, pensei que fosse algum menino querendo zoar comigo. E então o entregador pergunta "Gabi?". Gabi? Ninguém, a não ser ele, me chama de Gabi. Quem poderia ter me comprado isso, afinal, ele não poderia, está a milhares de quilômetros longe de mim, em Londres, para ser mais exata. Eu pergunto "quem mandou entregar isso?", o rapaz diz "não sei moça, eu só entrego, mas quando ler o cartão vai saber". Assinei com pressa o recibo de entrega e entrei sorrindo em minha casa. Subi para o meu quarto, onde estou agora, e li o cartão que dizia:

"Mesmo aqui tão longe,
com tanta coisa nova, lugares diferentes,
me lembro de ti a cada instante...
Te amo!!!
Vitor"

Se antes eu tremia, agora parecia que havia um terremoto no meu coração. Como ele pode ser tão surpreendente, mesmo depois de 3 anos?
A gente nunca, nunca conhece por completo quem ama!

ps. também lembro de ti a cada instante ;)

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Nunca fui demitida!

Hoje foi mais um dia daqueles em que não se espera nada. Esse é o 4º emprego que peço pra sair. As vezes acredito que eu tenho e não tenho sorte com trabalhos. Tenho, pois sempre saio de um com o pé em outro. Não tenho, pois nunca consegui ficar um ano inteiro no mesmo lugar. Não que seja uma escolha minha "ah, já estou 8 meses aqui tá na hora de cair fora". Muito pelo contrário. Neste último, por exemplo, a minha vontade de ficar e continuar fazendo o que eu fazia foi grande. Mas quando o clima com o chefe não está bom, o melhor é cair fora. E na maioria das vezes foi assim. Exceto no meu 1º emprego (não remunerado), quando o chefe era muito gente fina e o trabalho muito gostoso. A questão ali era dinheiro, money e o bendito capitalismo. No 2º, bem...nesse a minha vontade era de enfiar a cabeça da chefe-perua em uma privada. No 3º minha chefe, novamente mulher, era até que gente boa, mas meio "exploradora". Sempre que eu precisei ela me ajudou...no máximo jogaria uma torta na cara dela pra ela se "espertar". Agora, o último...prefiro não comentar!

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Você acredita em Deus? Eu reclamava das coisas quando uma professora me fez essa pergunta hoje. A resposta foi "não sei, mais ou menos". Como assim? - ela disse. "Não existe mais ou menos, ou você acredita, ou não". Conversamos durante toda a aula...e foi então que ela me disse algo que eu nunca tinha pensando. "Se você tem fé, então você acredita em um Deus, só que ainda não o encontrou". Eu fui criada sempre sob as regras católicas. Fiz tudo o que uma menininha católica faz, batismo, comunhão, crisma. Mas como eu disse à professora, eu sempre ficava me perguntando (e esse questionamento aumentou na adolescência) se eu não estava sendo enganada e estava ali, cantando e aclamando o nada. A verdade é que nunca me identifiquei com essa religião, e pode ser que eu encontre um Deus em outra. Um Deus, um espírito, um além. Não sei ainda definir o que ele é, e quem sou eu pra definir, se nem os maiores cientistas conseguem comprovar ou descomprovar as teorias que existem. O fato é que eu acredito na tese de que há algo muito maior do que nós no universo, e que essa coisa conspira diariamente a nosso favor, ou não. Acho que acreditar nisso é meio caminho andado.

quarta-feira, 30 de junho de 2010

Como eu sou inútil

Alguma vez você já se achou imprestável, desnecessário, dispensável? Acho que dispensável é a palavra certa. Quando você pensa que se não existisse, tanto faz como tanto fez? Eu tenho tanta vontade de fazer alguma coisa, ajudar alguém, participar de algum programa, de alguma ação. Ação! Outra palavra ótima. Meu ponto fraco, e eu não deveria dizer isso, são as crianças. Não sou louca pra ser mãe. Mas são elas que fazem meu coração partir em segundos. Sou louca pelos meus (três) irmãos pequenos. Toda criança que vejo nas ruas, nas pontes, nas praças, na droga, imagino como meu irmão. Imagine? Uma criança! Só uma criança e suja e indefesa e drogada e abandonada e sozinha. Sem nenhuma referência de pai, de mãe, de família e de sociedade. O que será que elas pensam daqueles que passam no semáforo com seus carros grandes e bonitos? Qual será a maior vontade delas? Comer bem? Dormir bem? Ter alguém? È triste imaginar que com o tempo, elas se tornarão o que hoje a sociedade tenta exterminar, como pragas do esgoto. È ainda mais triste imaginar que grande parte delas não chegará aos 18 anos. E pior que tudo isso é assistir de camarote a desgraça e não fazer nada, NADA!

O que podemos fazer?

Na noite em que comemoraria o aniversário de 3 anos de sua filha, a catadora de materiais recicláveis Mariceili da Costa Santos, 24 anos, foi morta a tiros em Piraquara, por volta das 19h20 de ontem. O crime foi na rua da casa dela, a Joaquim Camargo, na Planta Santa Catarina.
O marido da catadora, Argil Chagas da Silva, 20, disse que eles trabalhavam juntos, recolhendo materiais recicláveis e haviam acabado de chegar em casa. No caminho, compraram algumas coisas para comemorar o aniversário da filha.
Depois de entrar em casa, segundo Argil, Mariceili disse que iria sair um instante, mas já voltava. Pouco tempo depois, o marido foi avisado por vizinhos que a mulher estava morta na rua, com quatro tiros pelo corpo.

Crack

Argil contou que estava junto com Mariceili há oito anos. Antes de se conhecerem, ela usava crack. “Ela parou uns tempos, mas agora estava usando de novo, só que não na minha frente. Era escondido”, relatou.
Argil disse que, além dos dois filhos que tem com a catadora, a menina de
3 anos e um bebê de cinco meses, Mariceili tinha outros três filhos. Um deles, um garoto, morreu. As outras duas meninas foram recolhidas pelo Conselho Tutelar e encaminhadas à adoção, porque a catadora não tinha condições de criá-las.


Eu vejo notícias como esta, divulgada pelo "Paraná Online", e tenho vontade de chorar. Pense nas crianças. Pense que um dia elas serão adultas e ainda crianças já passaram por tudo isso. Pense na vida que essas crianças-adultas tem e na vida que elas poderão ter. Isso é desolador!

domingo, 13 de junho de 2010

ColdPlay


Lembro do dia 02 de março e fico triste, fico alegre, fico triste, fico alegre, fico triste, fico alegre...

sexta-feira, 21 de maio de 2010

Filmes para crer ainda mais no amor...

1º - Serendipity (Escrito nas Estrelas)

2º - Wicker Park (Paixão a flor da pele)

3º Pride and Prejudice (Orgulho e Preconceito)

4º The Notebook (Diário de uma Paixão)

domingo, 7 de março de 2010

O show da minha vida,




Dia 02 de março (terça-feira) demorou pra chegar. Chegamos na fila às 15h e ela já estava enorme. Conhecemos André, Danilo e Otávio. André é formado em Jornalismo e mora em Santos, Danilo mora na Bahia e Otávio em Minas Gerais e, assim como eu, faz Jornalismo. Coincidência, não? Não havia melhores pessoas para nos fazer companhia do que esses três. Pessoas diferentes desse povo Curitibano ao qual estamos acostumados a ver todo dia. Começou Vanguart, e que dó. Na hora que o Hélio disse que era a última música as pessoas comemoraram. Bat for Lashes nunca tinha ouvido, mas adorei. A performance depressiva e a voz impecável: demais! E eis que enfim começa o grande show. Cinco meses de espera; R$ 320 pagos com o cartão de crédito e parte da minha poupança; dois dias de falta na faculdade; dois dias de falta no estágio; dinheiro gasto com hotel e alimentação...Ah, quando começou Life in Technicolor eu pensei "é real, ta começando...FINALMENTE!" E a partir daí o tempo passou rápido demais. Logo veio Yellow e tudo ficou amarelo. Em In My Place foi alucinante todo mundo cantando junto. Então veio o dessincronizado parabéns (em inglês) pro Chris. E um "thank you" muito fofo vindo dele. Fix You foi simplesmente indescritível. O coro de mais de 60 mil pessoas cantando mais alto que o Chris no refrão, tenho certeza que eles sentiram a mesma emoção que nós. Violet Hill; The Harderst Part; A linda e colorida Lovers in Japan. Uma das melhores partes do show com as borboletas voando acima de nós e todo mundo querendo pegá-las. Nunca pensei que seria tão lindo como foi. E quando tocou The Scientist? Senti vontade de chorar porque enfim chegou o dia, eu estava ali, ouvindo aquilo tão lindo e tudo era real e rápido: eu tinha que curti. Com lágrimas nos olhos pensei: tudo valeu a pena!

quarta-feira, 3 de março de 2010

Grande cidade


Meu principal medo quando decidimos ir a São Paulo ver o show do Coldplay no Morumbi era o de ser assaltada ou coisa pior. Preconceito? Não sei. Talvez. Mas na verdade acho que é tudo parte de uma coisa que a sociedade e a tv mostram. São Paulo é só uma Curitiba maior, bem maior. Andar sem rumo, sem saber ao certo para onde você está indo, ás vezes, é bom. Mas descobri no fim das contas que pelo menos na área central, SP é muito mais seguro que Curitiba. A cada esquina 3 ou 4 policiais faziam a guarda dos Paulistanos. Debaixo de uma chuva chata, tipicamente Paulista, chegamos à SP e começamos a explorar a grandesa dessa cidade. O Museu da Língua Portuguesa, a Pinocoteca do Estado; o Mercado Municipal com o delicioso sanduíche de mortadela e o bolinho de bacalhau; a galeria do rock, que confesso, esperava mais. Pude constatar que nem todos os Paulistanos são arrogantes e estúpidos com as pessoas, o cobrador de ônibus simpático e falador foi muito agradável na viagem ao Estádio do Morumbi. E eu poderia viver mais algumas semanas em São Paulo...

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Cara bonzinho,

dia desses, no ônibus, passei muito mal; já aconteceu várias vezes de eu passar mal em ônibus, principalmente quando está muito quente e muito lotado. Mas dia desses foi muito pior. A certa altura não conseguia enxergar mais nada, ouvir mais nada. Estava tudo preto e eu, de pé no ônibus, precisava descer (era o meu ponto) mas não conseguia chegar até a porta. Estava caindo, sem conseguir me segurar. Foi quando senti uma mão segurando meu braço. Um cara bonzinho, com cara de preocupado, perguntou se eu queria que ele me ajudasse. "Sim", eu disse, sem poder me manter em pé. "Você está caindo moça", ele disse quando me tirou do ônibus. Com a luz da manhã calorenta no meu rosto, e o ar (nem tão) fresco de Curitiba, fui me recompondo e tudo foi voltando. Enquanto isso ouvia alguns murmúrios dele e de uma senhora que parou para me ajudar, também. Quando voltei a mim pude notar que o cara estava realmente preocupado comigo. Ficou insistindo em me acompanhar até o médico (meu destino). Insistindo muito. Achei muita bondade dele ter descido do ônibus para me ajudar, não ia pedir mais nada. Além disso, era só atravesar a rua que estava lá. Segui no meu destino aliviada por não ter caído no ônibus, na frente de todos. Mas depois, com um peso na consciência por não ter pago outra passagem para o cara.

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Que venha o novo!

Ainda por esses dias andava refletindo sobre o meu 2009. Comentara com meu namorado "que merda de ano, que bosta, que droga, ainda não tirei minha carteira de motorista e blá e blá e blá". Mas então ele me questionou sobre algumas coisas que aconteceram e eu nem tinha dado conta. Minha sobrinha nasceu; completei mais um ano de vida saudável e viva, afinal. Estamos juntos por mais um ano (para surpresa de muitos, eu sei); Passei por três empregos diferentes, onde conheci várias pessoas, cada qual me encantou de um jeito diferente que vou levar comigo pro resto da vida. Mas foi agora no último mês do ano, em dezembro, que finalmente consegui aquilo que mais desejava. Um estágio. Agora estou na Secretaria de Segurança Pública, estagiando na assessoria de imprensa e aprendendo coisas novas todos os dias. Que venha o 2010 dos meus 20 anos; dos nossos 3 anos de namoro; do 1º ano da minha sobrinha; do tão esperando show do ColdPlay; da minha carteira de habilitação e de novas aventuras que não estão programadas :)