quarta-feira, 30 de junho de 2010
Como eu sou inútil
Alguma vez você já se achou imprestável, desnecessário, dispensável? Acho que dispensável é a palavra certa. Quando você pensa que se não existisse, tanto faz como tanto fez? Eu tenho tanta vontade de fazer alguma coisa, ajudar alguém, participar de algum programa, de alguma ação. Ação! Outra palavra ótima. Meu ponto fraco, e eu não deveria dizer isso, são as crianças. Não sou louca pra ser mãe. Mas são elas que fazem meu coração partir em segundos. Sou louca pelos meus (três) irmãos pequenos. Toda criança que vejo nas ruas, nas pontes, nas praças, na droga, imagino como meu irmão. Imagine? Uma criança! Só uma criança e suja e indefesa e drogada e abandonada e sozinha. Sem nenhuma referência de pai, de mãe, de família e de sociedade. O que será que elas pensam daqueles que passam no semáforo com seus carros grandes e bonitos? Qual será a maior vontade delas? Comer bem? Dormir bem? Ter alguém? È triste imaginar que com o tempo, elas se tornarão o que hoje a sociedade tenta exterminar, como pragas do esgoto. È ainda mais triste imaginar que grande parte delas não chegará aos 18 anos. E pior que tudo isso é assistir de camarote a desgraça e não fazer nada, NADA!
O que podemos fazer?
Na noite em que comemoraria o aniversário de 3 anos de sua filha, a catadora de materiais recicláveis Mariceili da Costa Santos, 24 anos, foi morta a tiros em Piraquara, por volta das 19h20 de ontem. O crime foi na rua da casa dela, a Joaquim Camargo, na Planta Santa Catarina.
O marido da catadora, Argil Chagas da Silva, 20, disse que eles trabalhavam juntos, recolhendo materiais recicláveis e haviam acabado de chegar em casa. No caminho, compraram algumas coisas para comemorar o aniversário da filha.
Depois de entrar em casa, segundo Argil, Mariceili disse que iria sair um instante, mas já voltava. Pouco tempo depois, o marido foi avisado por vizinhos que a mulher estava morta na rua, com quatro tiros pelo corpo.
Crack
Argil contou que estava junto com Mariceili há oito anos. Antes de se conhecerem, ela usava crack. “Ela parou uns tempos, mas agora estava usando de novo, só que não na minha frente. Era escondido”, relatou.
Argil disse que, além dos dois filhos que tem com a catadora, a menina de
3 anos e um bebê de cinco meses, Mariceili tinha outros três filhos. Um deles, um garoto, morreu. As outras duas meninas foram recolhidas pelo Conselho Tutelar e encaminhadas à adoção, porque a catadora não tinha condições de criá-las.
Eu vejo notícias como esta, divulgada pelo "Paraná Online", e tenho vontade de chorar. Pense nas crianças. Pense que um dia elas serão adultas e ainda crianças já passaram por tudo isso. Pense na vida que essas crianças-adultas tem e na vida que elas poderão ter. Isso é desolador!
domingo, 13 de junho de 2010
ColdPlay
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