Quando ela tinha 4 anos de idade eu vim ao mundo. Éramos três: nossa mãe, ela e eu. Lembro dos dias quentes nos finais de semana, quando a gente arrumava as coisas e ia para a praia de ônibus. Isso porque de Joinville até as praias não é muito demorado. Era algo bem constante na minha infância. Passar os finais de semana na casa de uma tia da mãe, em Penha, lá onde tem o parque do Beto Carrero (rs). Acho que já mencionei em outro post, mas minha irmã sempre foi minha #superprotetora. Ela nunca magoou alguém. Nunca. E falo isso apostando mesmo. Não lembro de um dia sequer ela ter magoado minha mãe ou eu, falado algo grosseiro ou que me marcasse. Não lembro! Se isso aconteceu algum dia, eu sinceramente desconheço. Ao contrário de mim, que já fiz muito para me envergonhar. Já falei coisas erradas e muitas vezes. Sempre fui meio rebelde. Talvez por minha irmã ser tão "perfeita" o meu ciúme de sempre. Aonde ela ir eu queria ir junto. Nas festas, nas saídas à noite. O que ela ganhava eu sempre queria igual. Não vejo como inveja, mas como ciúme. Ela sempre me amou de uma forma que eu sempre achei que não merecia. Demasiadamente intensa. Um de seus primeiros salários ela comprou roupas para mim. Eu devia ter uns 11 anos e ela uns 15. Sim, ela começou cedo a trabalhar. Isso também era algo que eu invejava, pois só consegui "deixar" que minha mãe me liberasse para o trabalho aos 18. Aliás, foi esse primeiro emprego que a levou para longe de mim. Lá para aquela charmosa, pacata e pequena cidade Rio dos Cedros. Lá ela começou sua vida adulta e estabeleceu toda a vida que tem hoje. Se formou pedagoga e não haveria de ser diferente. Nunca conheci uma pessoa mais paciente que ela. Sempre disposta a ensinar com essa calma. Sinto muita falta da nossa infância, da nossa amizade. Ainda temos, claro, mas com a distância muitas coisas ficam esquecidas. Ela me deu um lindo presente há pouco mais de dois anos: a Emanuela. E logo nos dará uma nova alegria, a outra menininha que está por vir. Esse texto é uma singela tentativa de homenagear quem sempre esteve comigo, independentemente de qualquer coisa.
sábado, 10 de dezembro de 2011
domingo, 16 de outubro de 2011
Quanta saudade...
Noite passada sonhei com ele. Quando eu tinha 5 anos, ele costumava me levar até a "escolinha" de bicicleta, me deixava em frente ao portão do lugar e me via subir as enormes escadas até ser recebida pela professora, lá em cima... Eu olhava para baixo e lá estava ele, ainda na bicicleta, pronto para partir ao ver que cheguei bem e segura. Desde que meu avô faleceu, em dezembro de 2008, não lembro de ter sonhado com ele e isso sempre me deixou meio inquieta. Minha avó já dissera que sempre sonha com ele e minha mãe também. Pensei "porque eu não?" Justo eu que sempre fui sobrenaturalmente ligada a ele de uma forma tão pura; que lembro dele quase todos os dias e sempre que vejo um idoso no ônibus ou em qualquer outro lugar. Minha avó gosta de falar que eu era a neta preferida dele. Não sei se acredito muito nisso, pois houve um momento em nossas vidas que talvez ele tenha se decepcionado comigo - pelo menos eu me decepcionei com ele. Mas enfim, isso é assunto para outro post. Hoje a questão foi o sonho, em que ele estava apenas me olhando, de longe. Não sei onde se passava a cena, nem com quem eu estava. Sou péssima para lembrar das circunstâncias de um sonho. Lembro bem que meu avô me olhava, com carinho e curiosidade. Será que é porque o aniversário da minha vó, mulher dele, está chegando, e nós vamos preparar uma festa surpresa para ela? Será que é uma forma dele dizer que está com a gente nos preparativos? Será que é uma forma dele querer participar também? Será que é uma forma dele dizer que estará presente e que sempre esteve este tempo todo? Onde será que ele está? Porque ele foi tão cedo? Que saudades...
domingo, 30 de janeiro de 2011
Mana
Hoje recebi as fotos da colação de grau da minha irmã, que foi em setembro do ano passado. Pedagogia. Essa nasceu pra educar crianças. Uma paciência de jó, um carinho enorme e uma bondade imensa! Até meus 10 anos éramos apenas nós duas, sem competição, sem disputa. Muita cumplicidade, algumas brigas, claro, (na maioria das vezes quem começava era eu) mas ela sempre foi minha melhor amiga, depois de irmã mais velha. Me dava proteção na escola e em casa. Me buscava na creche e passava uma vergonha comigo. Isso porque aos seis anos, na creche, eu era tão tímida que não pedia à professora para ir ao banheiro. Resultado? Fazia xixi nas calças a caminho de casa, todo dia. E ela, morrendo de vergonha, me levava até em casa pela mão (risos). No meu aniversário de sete anos ganhamos nós duas presentes. Fiquei brava que na primeira comunhão dela eu não ganhei nada e ela ganhou um monte de presentes. Senti ciúme, mas era coisa de criança. Voltando no tempo lembro como eu era um pé no saco, meu deus! Um dia ela decidiu conhecer pessoalmente um carinha que havia conhecido pela internet. Lembro que eu chorava e pedia para ir junto, já pensou? Eu, com uns 12 anos, minha irmã e o namoradinho dela (risos). Eu era do tipo que aparecia no portão de casa quando ela estava com um menino e falava "tá namorando! tá namorando!". Ainda assim ela me suportava, senhor! Também lembro do dia que briguei feio com uma prima e minha vó ficou contra mim e a favor da prima. Minha irmã ficou do meu lado e jurou nunca mais pisar na casa da vó. Coisa de criança. Quando ela teve seu primeiro emprego comprou roupas pra mim, que foram roubadas antes mesmo dela terminar de pagar. Roubadas por aquela prima, da briga que citei antes. Como ela ficou triste! Eu também fiquei, claro. Mas não tanto pelas roupas, e sim pelo esforço dela em me fazer um agrado. Ela sempre foi assim. Situações desse tipo são consecutivas. Quando ela saiu de casa, com apenas 16 anos, ali eu perdi minha amiga companheira e cúmplice e passei a viver sozinha e só. Não tinha pra quem contar sobre a tristeza do amor não correspondido, que vivi por tantas vezes. Chorava sozinha agora, sem aquela espectadora que me entendia e compartilhava comigo a dor. Enquanto isso, na cidade onde morava, ela fazia das tripas coração pra aguentar viver sozinha num lugar estranho. Passava fome para ter dinheiro pra passagem de ônibus com destino a Joinville. Bom, até o dia em que começou a namorar meu cunhado. A partir daí as visitas eram mais frequentes e eu adorava. Aqui, sozinha, eu aprendia a me virar sem a proteção dela. Ou não aprendia e apanhava. Coisas da vida. Vieram os irmãos e foi então que eu deixei MESMO de ser prioridade. Não é complexo de irmão rejeitado nem ódio dos meus irmãos. Longe disso. Os amo incomparavelmente. Sem descrição. Mas não desejo ter mais que dois ou três filhos, pois, sei que fica impossível dos pais conceder atenção a todos em partes iguais. Alguém sempre sai perdendo e fica de lado. Depois que minha irmã casou as coisas melhoraram pra ela. Havia encontrado um companheiro e eu a via mais vezes. Então veio o que gostaríamos de escutar a muito tempo: ela estava grávida. Não parava de imaginar como seria o rostinho dela ou dele. E veio ela. Emanuela. Mais linda, impossível. E veio o convite: queremos que seja a madrinha dela. Eu perguntei "eu?". Ela respondeu "quem mais? quem eu podia convidar se não a minha irmã?" Eu não esperava, JURO que não esperava. Podia ser uma amiga dela, alguém que estivesse mais próximo a ela em Santa Catarina. Mas ela resolveu escolher alguém que poderia substitui-la em caso de ausência. Quanta honra!
domingo, 16 de janeiro de 2011
Um novo recomeço.
O dia 15 de janeiro terá um novo significado para a garota da rua Osni Silveira, casa 02. Com lágrimas nos olhos ela se despede daquele que, por cinco anos, foi seu reduto de alegrias e tristezas. Onde ela pôde viver e sentir sensações desconhecidas; onde ela viveu pela primeira vez algumas situações; onde ela superou até o que nunca havia pensado superar. Sem dúvida, a casa 02 da rua Osni Silveira pode se resumir em uma palavra para a garota: liberdade. Lá na casa 02 foi que ela entendeu que podia ser livre e viver sua própria vida.
domingo, 9 de janeiro de 2011
Nostalgia
| Por mais que o presente seja encantador, me deslumbro com tudo que se foi. Momentos incríveis que eu adoraria reviver |
domingo, 2 de janeiro de 2011
Meu 2000 (quase) 10!

Segundo dia do novo ano: 2011. Minha vó disse uma coisa que é muito real: devo agradecer por estar aqui hoje e só. E complemento dizendo mais, devo agradecer por este 2010 que foi maravilhoso apenas pelo fato de que não perdi mais ninguém que amava. Devo agradecer pelo ótimo ano que tive - apesar de não ter feito muitas coisas que queria ter feito - outros acontecimentos não planejados existiram.
2010 foi o ano do melhor show da minha vida; foi o ano em que viajei e conheci muitos lugares; provei muitos sabores; completei 20 anos; comemorei o 1º ano da minha afilhada e o 3º ano de namoro; mudei de emprego (de novo); fui para Foz do Iguaçu/Paraguai/Argentina por R$ 50; me queimei toda de sol; sorri; chorei (e muito); me arrependi de ter feito e de não ter feito; superei; teimei e estou aqui: pronta pra viver tudo novo de novo! Afinal, 2010 não foi exatamente 10, mas ao menos posso dizer que muitas coisas aconteceram.
2010 foi o ano do melhor show da minha vida; foi o ano em que viajei e conheci muitos lugares; provei muitos sabores; completei 20 anos; comemorei o 1º ano da minha afilhada e o 3º ano de namoro; mudei de emprego (de novo); fui para Foz do Iguaçu/Paraguai/Argentina por R$ 50; me queimei toda de sol; sorri; chorei (e muito); me arrependi de ter feito e de não ter feito; superei; teimei e estou aqui: pronta pra viver tudo novo de novo! Afinal, 2010 não foi exatamente 10, mas ao menos posso dizer que muitas coisas aconteceram.
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