sábado, 10 de dezembro de 2011

Sobre a mais velha

Quando ela tinha 4 anos de idade eu vim ao mundo. Éramos três: nossa mãe, ela e eu. Lembro dos dias quentes nos finais de semana, quando a gente arrumava as coisas e ia para a praia de ônibus. Isso porque de Joinville até as praias não é muito demorado. Era algo bem constante na minha infância. Passar os finais de semana na casa de uma tia da mãe, em Penha, lá onde tem o parque do Beto Carrero (rs). Acho que já mencionei em outro post, mas minha irmã sempre foi minha #superprotetora. Ela nunca magoou alguém. Nunca. E falo isso apostando mesmo. Não lembro de um dia sequer ela ter magoado minha mãe ou eu, falado algo grosseiro ou que me marcasse. Não lembro! Se isso aconteceu algum dia, eu sinceramente desconheço. Ao contrário de mim, que já fiz muito para me envergonhar. Já falei coisas erradas e muitas vezes. Sempre fui meio rebelde. Talvez por minha irmã ser tão "perfeita" o meu ciúme de sempre. Aonde ela ir eu queria ir junto. Nas festas, nas saídas à noite. O que ela ganhava eu sempre queria igual. Não vejo como inveja, mas como ciúme. Ela sempre me amou de uma forma que eu sempre achei que não merecia. Demasiadamente intensa. Um de seus primeiros salários ela comprou roupas para mim. Eu devia ter uns 11 anos e ela uns 15. Sim, ela começou cedo a trabalhar. Isso também era algo que eu invejava, pois só consegui "deixar" que minha mãe me liberasse para o trabalho aos 18. Aliás, foi esse primeiro emprego que a levou para longe de mim. Lá para aquela charmosa, pacata e pequena cidade Rio dos Cedros. Lá ela começou sua vida adulta e estabeleceu toda a vida que tem hoje. Se formou pedagoga e não haveria de ser diferente. Nunca conheci uma pessoa mais paciente que ela. Sempre disposta a ensinar com essa calma. Sinto muita falta da nossa infância, da nossa amizade. Ainda temos, claro, mas com a distância muitas coisas ficam esquecidas. Ela me deu um lindo presente há pouco mais de dois anos: a Emanuela. E logo nos dará uma nova alegria, a outra menininha que está por vir. Esse texto é uma singela tentativa de homenagear quem sempre esteve comigo, independentemente de qualquer coisa.