quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

Enfim, 2013.


Comecei essa "tentativa de retrospectiva" há uns quatro dias e, só para variar, resolvi terminar algo incompleto;


Na onda das retrospectivas típicas nesta época do ano, resolvi colocar “no papel” a minha retrospectiva pessoal, tentando ao máximo ser impessoal (se é que é possível). Nessa mesma data do ano passado, imaginava um 2012 transformador, libertador e com acontecimentos decisivos. De fato, tudo isso aconteceu. Porém, nem de longe foi como eu havia imaginado lá atrás. Sim, finalmente tirei minha carteira de motorista, mas não foi tão libertador como eu imaginava. Tenho um documento e é só.
Ao final de 2011 eu trabalhava em um lugar e ao longo de 2012 passei por outros dois. Mas isso só fez comprovar a minha instabilidade profissional. Nestes três lugares conheci pessoas que pretendo manter ao meu lado por toda a vida. E essa é a minha grande conquista de 2012: as amizades. Ao mesmo tempo, ganhei uma nova sobrinha, linda, saudável e graciosa. Luiza veio ao mundo trazendo mais alegria à minha família.
Mas 2012 também foi um ano de perdas. Perdi a confiança em algumas pessoas. Perdi a fé muitas vezes. Perdi uma pessoa querida de forma abrupta e violenta. Perdi horas demais na Internet. Perdi tempo com preocupações banais e novelas. Desisti de algo certo para recomeçar, do zero. Decepcionei. Fui decepcionada. Porém, não quero e não vou tratar da separação como uma perda, pois não foi.
Dancei. Suei. Conheci um mundo novo, completamente novo. Um mundo livre e independente, no qual estou sozinha e (acredite) feliz. Aprendi (acho) a dar valor aos que realmente estão comigo. Estou aprendendo a aproveitar a vida...
Um colega me perguntou quais são meus planos para 2013. Vou repetir o que disse a ele: fazer mais exercícios, me organizar e estabilizar financeiramente, focar no inglês e me divertir muito mais. "E encontrar um amor”, ele completou. Bem, isso não é algo que me preocupa. Talvez aos 30 anos eu me desespere, mas não agora. Até porque ninguém “encontra” o amor, ele simplesmente surge, te pega, te cega, te amarra. Vamos aguardar.