É uma sucessão de enganos, de "quase's", de equívocos, de mergulhos intensos e solitários. Tão difícil encontrar alguém que vá tão fundo quanto eu e ao mesmo tempo, na mesma intensidade, com as mesmas intenções. Alguém que conjugue mais o verbo fazer e menos o verbo falar. Alguém que me enxergue em primeiro plano. Que não tema. Que não jogue. Que apenas viva cada oportunidade e as aproveite, ao meu lado. Que se entregue, que seja pleno e total. Não é possessão, tampouco egoísmo. Não quero alguém SÓ MEU, mas quero alguém que, enquanto estiver comigo, seja apenas meu. A garota segura um balão e o deixa escorregar de suas mãos. Ela nunca consegue segurá-lo pelo tempo que deseja. Quando se dá conta, ele se foi, levando consigo toda a leveza e a graça de uma sensação nova. É uma cena boba, mas se repete cada vez mais na minha vida. Vejo escorregando outra vez a chance de amar. Tantas relações, tantos nomes, casos, conhecidos e nenhum, no entanto, me fez amar de novo. Sinto falta da amizade, da companhia, das conversas e dos momentos seguros e gostosos que fazem parte do amor. Sinto falta dele: o amor verdadeiro e natural. Estou disponível pra você. Vem, amor, tem lugar pra você na minha vida nova.

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