A vida é uma sujeita estranha. Às vezes te oferece mil e uma opções possíveis, todas furadas. Outras, te surpreende com opções perfeitas, e impossíveis. Mas não é como se ela fosse injusta, é só um pouco sacana.
Ela te dá um presente, mas avisa: "é só por dois dias". O que você faz, senão abraçar a alegria que tá batendo na porta e pedindo pra entrar?
Duro é quando a bendita sai e deixa aquele sabor doce na ponta da língua, na porta entreaberta, ainda quente, ainda latente. O gosto de quero mais.
Inevitavelmente, a cabeça pensa nas possibilidades que viriam se, por um acaso da danada da vida, a felicidade decidisse ficar.
Mas no fim, o que fica mesmo é: sério, vida?