Fazia sol finalmente. Andavam por ruas movimentadas, lado a lado, contemplando cada indivíduo diferente, cada monumento e sua singuralidade. Os prédios altos, imponentes no seu cinza iluminado por aquele dia atípico. Ela sabia o motivo pelo qual fazia sol. Fazia sol para ele. Fazia sol para eles. Era a vida, mais uma vez, conspirando para que pudessem estar ali, juntos, quentes, corados, felizes naquele pequeno e curto espaço de tempo disponível. O calor com brisa leve e ar fresco passeava entre eles e suas mãos. Suas mãos. Entrelaçadas. Era tudo tão simples, fácil, mas perfeito, leve, doce, macio, suave. E quando finalmente cada terminação nervosa se acalmava diante do toque dele, seus lábios tocaram a mão dela e antes que a vida decidisse acordá-los daquele sonho, ela o encarou e o beijou. Ali, em meio às ruas movimentadas e seus monumentos imponentes. Em meio ao barulho que, de repente, ficara mudo. Nada mais existia ou importava e mesmo que tenham, cada qual, seguido seus caminhos distintos e distantes, isso foi o melhor que 2014 deixou.

Um comentário:
Tocar é trocar.
GK
Postar um comentário